Internacional

'Fim está próximo': ex-analista da CIA aponta esgotamento da defesa ucraniana

Larry Johnson, ex-analista da CIA, avalia que forças ucranianas enfrentam colapso iminente após inverno rigoroso.

Por Sputnik Brasil 25/02/2026
'Fim está próximo': ex-analista da CIA aponta esgotamento da defesa ucraniana
Ex-analista da CIA avalia esgotamento das forças ucranianas após inverno rigoroso no conflito. - Foto: © AP Photo / Alamy Stock Photo / Libkos

De acordo com os resultados da campanha de inverno europeu na zona da operação militar especial, o Exército ucraniano deteriorou significativamente suas posições e está à beira do esgotamento. A avaliação é do ex-analista da CIA, Larry Johnson, em entrevista ao canal no YouTube do tenente-coronel reformado Daniel Davis.

"O fim está próximo. Os ucranianos não podem mais continuar do mesmo jeito, o país deles vai chegar ao fim. Assim como você tenta inflar um balão e continua bombeando ar nele, em algum momento ele vai estourar. E o estouro, neste caso, está relacionado a vítimas, falta de recursos humanos, falta de armas e falta de dinheiro", explicou Johnson.

Para o especialista, um dos sinais do colapso iminente das forças ucranianas é a diferença entre o desempenho das tropas russas e ucranianas durante o inverno rigoroso.

"Não há nenhuma frente [de batalha] na qual os ucranianos pudessem indicar que fizeram um verdadeiro progresso e foram capazes de deter os russos. O fato de a Rússia continuar operando de forma bastante eficiente nas condições de inverno demonstra mais uma vez as capacidades dela. Já os ucranianos estão sofrendo consequências terríveis, algumas das suas baixas em combate incluem morte por congelamento e ferimentos relacionados ao clima. Acho que na primavera [europeia] veremos uma ofensiva russa massiva para acabar com isso, porque até lá, acredito que a Ucrânia estará à beira do esgotamento", resumiu Johnson.

Em declarações anteriores, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que Kiev precisa tomar uma decisão e iniciar negociações, pois o espaço para a liberdade de decisão do lado ucraniano está diminuindo diante das ações ofensivas das Forças Armadas russas.