Geral
Dólar recua após estresse eleitoral e queda nos Treasuries e petróleo
Moeda permanece acima de R$ 5,35 sob influência de fatores internos e externos.
Após subir 8,21% ontem, alcançando R$ 5,4029 em resposta à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o dólar à vista abriu em leve alta, acompanhando a valorização da moeda americana no exterior. No entanto, passou a recuar, embora mantenha-se acima de R$ 5,35, o que contribui para pressionar os juros futuros para baixo. Uma intervenção do Tesouro para ajudar a reduzir a disfuncionalidade do mercado também colabora para o alívio nas taxas de juros, com o cancelamento do leilão tradicional de LFT e do leilão de recompra de NTN-B.
Os rendimentos dos Treasuries também recuam, em meio à queda do petróleo, que, após uma alta inicial, virou para baixa devido aos esforços diplomáticos para reduzir as tensões no Oriente Médio. Irã, Arábia Saudita, Paquistão e Turquia concordaram em manter conversas de paz, mas o mercado permanece atento aos ataques dos Houthis contra a Arábia Saudita e aos riscos à navegação no Estreito de Ormuz.
No noticiário desta terça-feira, o presidente da China, Xi Jinping, enviou uma mensagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para parabenizá-lo pela reeleição e defender o aprofundamento da parceria estratégica entre os dois países, conforme comunicado divulgado pelo governo chinês.
A Polícia Federal cumpriu nove mandados de busca em São Paulo e Pernambuco para investigar investimentos do São Roque Prev no Banco Master, com prejuízo estimado em R$ 121 milhões.
O Banco Central informou que o Índice de Basileia do Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu 16,99% em junho, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do primeiro semestre deste ano. Em dezembro de 2022, o índice era de 17,10%. O ROE do Sistema Financeiro Nacional caiu de 16,30% em dezembro de 2022 para 15,33% nos 12 meses encerrados em junho, segundo o Banco Central. Os resultados dos testes de estresse indicam que o sistema bancário apresenta capitalização adequada.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou o ritmo de alta a 0,35% em outubro, após avanço de 0,25% em setembro, de acordo com a Fundação Getulio Vargas. Com esse resultado, o índice acumula valorização de 6,75% nos últimos 12 meses e de 6,23% no ano. O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 0,2 pontos em outubro, atingindo 90,7 pontos. Na média móvel trimestral, o indicador recuou 0,6 pontos, para 91,0 pontos.
A confiança do consumidor francês caiu de 85 em setembro para 80 em outubro, o menor nível desde junho de 2013, diante de protestos e preocupações fiscais. O resultado ficou abaixo da expectativa de estabilidade e da média histórica de 100, segundo o Insee.
Às 9h41, o dólar à vista registrava mínima a R$ 5,3391, com queda de 1,18%.
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