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Índice de Liquidez do SFN atinge 2,7 em junho, de 2,5 em dezembro de 2025, diz BC

Avaliação do desempenho financeiro nacional

Marianna Gualter e Mateus Maia 27/10/2026
Índice de Liquidez do SFN atinge 2,7 em junho, de 2,5 em dezembro de 2025, diz BC
Índice de Liquidez do SFN atinge 2,7 em junho, de 2,5 em dezembro de 2025, diz BC - Foto: OpenAI (GPT Image)

O Índice de Liquidez (IL) do Sistema Financeiro Nacional (SFN) registrou 2,7 em junho, conforme a mediana do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do primeiro semestre deste ano, divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central. Em dezembro de 2025, a taxa era de 2,5.

O IL é utilizado para avaliar a capacidade de pagamento das instituições financeiras em relação às suas obrigações. Ele representa a relação entre os ativos mais líquidos do sistema bancário e o cumprimento de seus compromissos em um prazo de 30 dias. Quanto maior o número, mais confortável é a situação de liquidez dos bancos.

O Índice de Liquidez Estrutural (ILE) permaneceu em 1,2, considerando a mediana, mesmo nível em que estava em dezembro.

É desejável que o índice esteja próximo ou acima de 1. O ILE serve para verificar quanto as instituições possuem de recursos estáveis em seus passivos para fazer frente a ativos de longo prazo - sejam créditos, investimentos ou participações societárias, entre outros.

Índice de Basileia

O Índice de Basileia do SFN chegou a 16,99% em junho, segundo o REF do primeiro semestre deste ano. Em dezembro de 2025, o índice era de 17,10%.

Esse índice é um conceito internacional, definido pelo Comitê de Basileia, que estabelece uma relação mínima entre o Patrimônio de Referência (PR) e os ativos ponderados pelo risco (RWA) dos bancos.

As instituições financeiras brasileiras devem cumprir um índice mínimo de 8%. Isso implica que, para cada R$ 100 que um banco empresta, precisa ter pelo menos R$ 8.

ROE

O Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE) do SFN alcançou 15,33% nos 12 meses encerrados em junho, conforme o REF do primeiro semestre deste ano. Em dezembro de 2025, era de 16,30%.

"Após período de estabilidade, o ROE do SFN diminuiu no primeiro semestre de 2026 em todos os segmentos, à exceção do S1 privado. Nesse segmento, a estabilidade das despesas com provisões contribuiu para preservar a rentabilidade. Nos demais segmentos, a redução do ROE esteve associada, sobretudo, à elevação das provisões", registrou o BC no relatório.

No segmento público, o destaque foi para a pressão na rentabilidade, especialmente devido ao aumento do provisionamento e à materialização do risco de crédito, associados às modalidades de crédito rural e pessoal, conforme destacou o BC.