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EUA planejam grandes ataques ao Irã para quebrar o atual status quo no Oriente Médio, revela mídia
As forças dos EUA no Oriente Médio estão preparadas para lançar novas operações militares contra o Irã.
Segundo a publicação, Washington acumulou forças suficientes na região para realizar os possíveis ataques "dentro de 96 horas após o recebimento" de uma ordem do presidente Donald Trump. Isso pode acontecer a qualquer momento antes do final do ano, embora provavelmente após as eleições de meio de mandato.
"O escopo de novas operações militares dos EUA provavelmente iria além dos esforços para simplesmente 'cortar a grama' ou manter o status quo atacando radares, lançadores e outros ativos iranianos que podem ser rapidamente reconstituídos", apontaram os interlocutores.
O Comando Central dos EUA e o Pentágono têm desenvolvido uma ampla lista de alvos, que inclui infraestrutura energética, instalações militares e instalações nucleares do Irã.
No entanto, as forças iranianas estão agora mais familiarizadas com as táticas de Washington e, portanto, "seria mais difícil" para seus militares destruir efetivamente todos os objetivos potenciais.
Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tem pressionado Washington para lançar novos ataques contra o Irã, mas autoridades norte-americanas solicitaram que ele espere até que o governo Trump esteja pronto para realizar operações conjuntas, acrescentaram as fontes.
Relatórios da inteligência dos EUA indicam que Netanyahu e seus aliados ainda carecem de um objetivo estratégico claro além de demonstrar algum tipo de "progresso" e continuar degradando o Irã.
Apesar disso, se os EUA e Israel lançarem novas operações militares, Teerã e os houthis provavelmente retaliarão imediatamente, visando pessoal e instalações americanas em toda a região, advertiram as fontes da mídia.
Os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar contra o Irã em 28 de fevereiro. Em junho, Washington e Teerã assinaram um memorando de entendimento que previa a cessação imediata das hostilidades em todas as frentes, inclusive no Líbano.
No entanto, os Estados Unidos retomaram os ataques em larga escala contra o Irã, acusando-o de violar os termos dos acordos alcançados em relação ao estreito de Ormuz. Depois, o governo dos EUA sinalizou o fim do uso da força militar, mas continuou tomando medidas para estrangular o Irã economicamente por meio de sanções.
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