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Nunes Marques confirma reeleição de Lula e critica prorrogação da votação
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, confirmou neste domingo (25) a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recebeu mais de 64 milhões de votos. O número representa a maior votação de um presidente na história brasileira.
Porém, Marques afirmou que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender o horário de votação até as 19h gerou dificuldades técnicas e operacionais para a Justiça Eleitoral.
Durante o discurso de encerramento do segundo turno, Nunes Marques disse que a determinação, tomada após as 17h, exigiu mudanças nos sistemas de apuração e reforço da segurança nas seções eleitorais. Segundo o presidente do TSE, milhares de urnas já haviam sido encerradas quando a decisão foi proferida, e a programação dos equipamentos impedia sua reabertura.
"Inicialmente, registro que assim que recebi o pedido de prorrogação do horário de votação, por volta de 15h30, busquei informações técnicas com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, as respectivas prefeituras e as equipes técnicas do TSE, apesar de não haver normativo que autorizasse qualquer prorrogação. Nunca, na história do TSE, houve qualquer prorrogação", justificou.
O ministro afirmou que foi necessário bloquear temporariamente o recebimento dos boletins de urna para preservar o sigilo dos resultados, o que provocou o maior acúmulo de boletins já registrado pelo tribunal. "Somente por este fato poderia ter havido comprometimento de toda a eleição brasileira", declarou. Apesar das dificuldades, Nunes Marques afirmou que a atuação das equipes técnicas permitiu dar continuidade à apuração.
Abstenção cai no segundo turno
Com 99,9% das urnas apuradas, Lula foi matematicamente eleito para um quarto mandato presidencial, com início previsto para 5 de janeiro de 2027. Mais de 128 milhões de eleitores compareceram às urnas, entre os mais de 158 milhões aptos a votar. A abstenção ficou em 19,21%, abaixo dos 21,08% registrados no primeiro turno.
Nunes Marques também destacou a necessidade de garantir transporte aos eleitores e afirmou que eventuais insuficiências na oferta devem ser apuradas pela Justiça Eleitoral. O ministro lembrou que a gratuidade do transporte coletivo nos dias de votação está prevista em resolução do TSE e que os tribunais regionais eleitorais foram orientados a fiscalizar o cumprimento da medida.
"As Eleições de 2026 representam, para além da realização bem-sucedida de mais uma etapa da nossa vida democrática, um marco de transformação na maneira como a Justiça Eleitoral se relaciona com a sociedade, organiza seus serviços e se prepara para os desafios do presente e do futuro", declarou.
O presidente da Corte parabenizou Lula pela vitória e também cumprimentou Flávio Bolsonaro (PL) pela campanha. Nunes Marques afirmou ainda que as eleições de 2026 foram marcadas por avanços na inclusão de grupos historicamente sub-representados e destacou a atuação de mesários, servidores e equipes envolvidas na organização do pleito.
"Nosso desafio para os próximos ciclos será, portanto, continuar aperfeiçoando procedimentos, racionalizar fluxos e encontrar mecanismos que permitam oferecer respostas ainda mais céleres sem abrir mão das garantias que caracterizam o devido processo legal", finalizou.
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