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Secretário da Segurança nega atuação de serial killer em 13 mortes em SP

Osvaldo Nico Gonçalves reforça que cada caso é apurado individualmente

Estadao Conteudo 23/10/2026
Secretário da Segurança nega atuação de serial killer em 13 mortes em SP
Secretário da Segurança nega atuação de serial killer em 13 mortes em SP - Foto: Reprodução / Instagram

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou na quinta-feira que não foram encontrados indícios de que as 13 mortes investigadas na capital e na Região Metropolitana tenham sido cometidas por uma mesma pessoa. Segundo ele, cada caso é apurado individualmente e, até o momento, não foram identificadas semelhanças que indiquem a atuação de um possível serial killer.

"Até agora, não encontramos indícios de que esses 13 casos tenham sido praticados pela mesma pessoa", declarou Nico, em vídeo divulgado após reunião com integrantes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com o secretário, as autoridades estão reunindo informações das diferentes investigações para verificar possíveis conexões entre os casos. "Nenhuma hipótese é descartada", destacou.

Nico também mencionou que as investigações já identificaram suspeitos em alguns dos casos e que há prisões preventivas decretadas. "Cada caso tem sua investigação e o seu suspeito, e já temos prisão preventiva decretada em alguns", afirmou.

A delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, informou que as apurações apontam, até o momento, para diferentes motivações, incluindo crimes sexuais e situações ligadas ao tráfico de drogas.

Ele mencionou ainda uma morte ocorrida em São Paulo, cujo envolvimento com o tráfico de drogas teria relação com outro Estado. A polícia busca verificar se existe alguma conexão entre os episódios.

O delegado-geral da Polícia Civil, Artur José Dian, explicou que as ocorrências registradas na capital e na área atendida pelo Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro) estão sendo investigadas separadamente, enquanto as equipes analisam eventuais coincidências. "Com a compilação de todas as investigações, estamos checando também semelhanças entre os casos que ainda não foram encontradas", destacou.

As investigações ainda aguardam laudos de mortes recentes. Nico mencionou que, entre os dois casos registrados nesta quinta-feira, uma das vítimas era um homem em situação de rua, encontrado sem sinais de violência. A avaliação inicial aponta para morte por causas naturais.

No outro caso, que envolve uma mulher, a polícia considera a possibilidade de ingestão de alguma substância, mas aguarda os resultados dos laudos para esclarecer as circunstâncias da morte.

Apesar de não terem encontrado elementos que indiquem a atuação de um assassino em série, a Polícia Civil afirma que continuará analisando os casos em conjunto para identificar possíveis conexões. "Estamos trabalhando muito nisso", assegurou Nico.

A Polícia Civil de São Paulo investiga ao menos nove mortes com traços de execução ocorridas em um intervalo de 30 dias em diversas regiões da cidade e da região metropolitana. Os casos, alguns deles marcados por esquartejamentos e desovas de corpos em sacos pretos, foram registrados desde o início de setembro.

Ainda que tenha descartado a atuação de um serial killer, a polícia continua a apurar a relação entre as possíveis execuções em série e nomes ligados ao chamado "tribunal do crime" do Primeiro Comando da Capital (PCC), que funciona como uma justiça paralela da facção.

Em pelo menos sete casos, as vítimas já foram identificadas. O DHPP busca avançar na identificação de suspeitos e no esclarecimento das possíveis motivações. "Entre as linhas investigadas estão, em algumas ocorrências, hipóteses relacionadas a vingança ou justiçamento", afirmou o departamento.