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TSE não tem competência para divulgar sigilos de Lula e Flávio, afirma Mendonça

Campanhas podem abrir sigilos por conta própria, diz ministro.

Sputnik Brasil 22/10/2026
TSE não tem competência para divulgar sigilos de Lula e Flávio, afirma Mendonça
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: © flickr.com / Fellipe Sampaio/STF

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça decidiu nesta quinta-feira (22) que não cabe à Justiça Eleitoral divulgar os sigilos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam as eleições presidenciais.

As campanhas podem abrir os sigilos de suas contas bancárias e de familiares por meios próprios, declarou o ministro, e divulgar as informações "depende exclusivamente da vontade dos próprios titulares".

"No caso, não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor."

Mendonça acrescentou que a divulgação de gastos restritos de cartões corporativos também pode ser divulgada a pedido da autoridade responsável ou por superior hierárquico, sem necessidade de intervenção judicial.

Mais cedo, ambas as campanhas concordaram em abrir integralmente e de forma simultânea os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos candidatos, além de dados de familiares e empresas.

O acordo foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas a divulgação dependia da autorização do ministro André Mendonça, relator do caso.

O documento previa que as autorizações sejam encaminhadas até as 23h59 desta quinta e solicitava que o ministro determine a requisição de dados ao Banco Central, a instituições financeiras, à Receita Federal e a operadoras de telefonia.

A proposta é que as informações sejam divulgadas simultaneamente em uma plataforma pública, como o DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral.

Um dos principais pontos de divergência entre as campanhas foi a inclusão da Alcazar Holdings, empresa sediada na ilha da Madeira e ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio.

Segundo o senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, a equipe do adversário resistiu inicialmente à exigência, mas acabou aceitando incluí-la no acordo.