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TSE cobra explicações de Meta, Google e X sobre suposta mobilização coordenada

Investigação sobre canal 'Exército do Lula' levanta suspeitas de irregularidades eleitorais

Sputnik Brasil 22/10/2026
TSE cobra explicações de Meta, Google e X sobre suposta mobilização coordenada
TSE solicita explicações de plataformas sobre o canal Exército do Lula e possíveis irregularidades eleitorais. - Foto: © Foto / Foto: Ricardo Stuckert

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, deu o prazo de 24 horas para que Meta*, Google e X expliquem uma possível mobilização coordenada nas redes sociais a partir do canal Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG).

A mais nova decisão desta quinta-feira (22) atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e busca verificar se as atividades do grupo apresentam indícios de irregularidades eleitorais. Também nesta semana, Nunes chegou a discutir com o ministro André Mendonça suspender canais digitais ligados às candidaturas a 48 horas das eleições, mas, diante da repercussão, disse que a medida pode ser implementada no pleito de 2028.

A representação aponta que o canal, que já conta com mais de 8,3 milhões de seguidores, orientaria participantes a impulsionar hashtags em horários determinados, reproduzir mensagens prontas e realizar buscas simultâneas no Google. Entre os episódios citados está uma suposta orientação para que os integrantes pesquisassem a frase "Bolsonaro mandou matar Lula".

Nunes Marques determinou que a Meta apresente um relatório técnico sobre o funcionamento do canal, incluindo possíveis padrões de sincronização entre contas, replicação de mensagens e amplificação artificial de conteúdos. A empresa também deverá explicar como diferencia uma mobilização legítima de um comportamento coordenado potencialmente irregular e informar quais medidas adotou para cumprir o plano de conformidade firmado com a Justiça Eleitoral.

O Google, por sua vez, deverá esclarecer se identificou a amplificação coordenada dos termos e hashtags mencionados na representação entre 18 e 20 de outubro, inclusive em buscas em alta, sugestões de pesquisa e assuntos do momento. As plataformas também terão de responder aos demais pontos apresentados no processo.

Na decisão, o ministro afirmou que a análise deve se concentrar no "confronto entre as providências formalmente informadas à Justiça Eleitoral e o funcionamento do mecanismo questionado".

A determinação ocorre em meio a uma sequência de decisões judiciais sobre o Exército do Lula. Na semana passada, Nunes Marques chegou a ordenar a suspensão do canal, mas o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a medida e restabeleceu a página. Em 14 de outubro, o presidente do TSE determinou o restabelecimento integral do canal.

* Plataforma proibida na Rússia por extremismo


Por Sputinik Brasil