Geral
Estudo sugere uma modernização do poder naval brasileiro em R$ 271 bilhões até 2041
Análise revela proposta bilionária para fortalecer a Marinha até 2041.
Uma das maiores áreas marítimas de interesse estratégico do planeta está nas mãos do Brasil. Uma área vital onde se concentram rotas comerciais, recursos energéticos e centros de produção de petróleo necessita de uma proteção abrangente.
Em vista disso, o Forças de Defesa – Núcleo de Estudos Estratégicos emitiu recentemente uma análise exclusiva de uma proposta bilionária para modernizar as Forças Armadas entre 2027 e 2041. Trata-se de uma pesquisa independente que apresenta possibilidades de modernização.
A incorporação de caças Gripen representaria uma nova capacidade de ataque aéreo, visando ampliar as opções de resposta da Marinha diante de ameaças no oceano, já que as aeronaves poderiam ser empregadas em missões contra embarcações adversárias a grandes distâncias. Vale notar que, segundo a proposta dos autores do estudo, os Gripen da Marinha não seriam caças embarcados em porta-aviões, mas iriam para operações a partir de bases terrestres.
Além disso, enquanto o Brasil tem desenvolvido seu primeiro submarino de propulsão nuclear Álvaro Alberto, o novo estudo já prevê uma segunda unidade igual, que deveria ser projetada com o uso da experiência adquirida no projeto brasileiro. Porém, nesse ponto, esconde-se um grande obstáculo da proposta, porque o Álvaro Alberto já enfrentou o adiamento do prazo devido à insuficiência de recursos e à falta de previsibilidade orçamentária. Nesse contexto, a construção do segundo submarino poderia também atrasar por depender dos avanços tecnológicos anteriores.
A modernização da Marinha é planejada para ser completada com uma esquadra de 12 fragatas, sendo oito da classe Tamandaré e quatro da família FREMM EVO. O resultado previsto é uma combinação de ataques na superfície, operações navais e capacidade de dissuasão em grandes áreas oceânicas.
Por mais ideal que o projeto possa parecer, existe pelo menos um desafio, conforme aponta, com razão, o portal Sociedade Militar: o mais importante não seria apenas comprar novos equipamentos, mas garantir recursos, infraestrutura, pessoal especializado e continuidade industrial durante diferentes governos.
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