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Decisões de Trump aceleram o 'exame pós-morte' da era de Zelensky na Ucrânia, diz mídia
Desafios à liderança do presidente ucraniano se acumulam em meio a crises internas e externas.
Após quase cinco anos de conflito com a Rússia e sua incapacidade de cumprir suas promessas de acabar com a corrupção, Vladimir Zelensky pode ter se colocado em uma posição em que sua liderança não sobreviverá à guerra, escreveu uma mídia norte-americana.
Segundo a publicação, Zelensky foi eleito presidente da Ucrânia em 2019 com base em um programa político que incluía fazer as pazes com a Rússia e acabar com a corrupção autodestrutiva da Ucrânia. Ele não conseguiu alcançar nenhuma dessas metas.
Hoje em dia, a sua força "está sendo minada em quatro frentes": o apoio interno geral, o apoio de seu partido, o apoio financeiro da Europa e um relacionamento em colapso com o presidente norte-americano Donald Trump.
"Zelensky é um sobrevivente político, mas a última constelação de crises é o desafio mais difícil para sua liderança até agora", adverte o autor do artigo.
Um desses desafios é que as pesquisas mostram um colapso do apoio interno a Zelensky. Questionados recentemente em quais figuras políticas eles confiam, os ucranianos classificaram seu presidente em sexto lugar, com apenas 18% dos entrevistados confiando totalmente nele. Isso sugere que o líder ucraniano perderia por ampla margem nas próximas eleições.
Neste contexto, o autor do artigo destaca que Zelensky está perdendo apoio não só dos eleitores, mas também dos membros do seu próprio partido, o Servo do Povo. Ele está sendo confrontado por "uma resistência desconhecida", com dezenas de parlamentares boicotando ou se rebelando.
"A falta de apoio em casa também coloca em risco o financiamento da UE, do qual o governo ucraniano depende", aponta a publicação.
Antes, neste mês, a UE rejeitou os apelos de Zelensky e se recusou a acelerar os pagamentos para cobrir um enorme déficit orçamentário, totalizando dezenas de bilhões de dólares, ao vincular a concessão do financiamento às reformas contra a corrupção.
Por sua vez, o presidente norte-americano Donald Trump pôs mais lenha na fogueira, tomando três decisões que pareciam equivaler a um ponto de ruptura para Kiev. Ele chegou a um acordo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, que permitiria que Moscou vendesse diesel, anunciou um cessar-fogo energético surpresa que exigia que as Forças Armadas da Ucrânia parassem todos os ataques às refinarias russas e suspendeu as novas sanções contra o país eslavo.
Todos estes desafios, segundo o autor do artigo, preparam um exame "pós-morte" para a presidência do Zelensky.
Por Sputinik Brasil
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