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Padilha critica Flávio Bolsonaro sobre o SUS e alerta para 'tesoura do Milei'
Ministro da Saúde refuta ideia de 'Padrão Einstein' e destaca riscos nas áreas essenciais.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou a proposta do senador Flávio Bolsonaro de levar ao Sistema Único de Saúde (SUS) o que ele chamou de "Padrão Einstein". Segundo Padilha, a ideia demonstra desconhecimento sobre o funcionamento da saúde pública.
"Primeiro que é um desconhecimento absurdo da saúde pública. Só fala isso quem desconhece a saúde pública", afirmou o ministro.
Padilha destacou que o Einstein realiza cerca de 75 mil internações por ano, com custo superior a R$ 7 bilhões. Segundo ele, por meio de parcerias com o Sistema Único de Saúde (SUS), a instituição já interna mais pacientes da rede pública do que do próprio hospital privado.
"Alguém que fala que vai fazer o mesmo tipo de atendimento que acontece nos hospitais privados, que custa R$ 7 bilhões por ano e, ao mesmo tempo, fala que vai cortar R$ 250 milhões da saúde, não conhece nada de saúde pública", declarou.
O ministro também associou a proposta de Flávio Bolsonaro à situação dos hospitais federais do Rio de Janeiro durante o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. "O padrão do Flávio Bolsonaro é o do apagão dos hospitais federais do Rio", disse.
Risco de cortes no Fies e cita 'tesoura do Milei'
Padilha também alertou para os riscos de cortes nos recursos da saúde e da educação para o financiamento estudantil. Ao comentar o Fies, o ministro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu que o Estado assumisse o papel de fiador dos estudantes.
Ele destacou ainda a importância do Fies, do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Mais Médicos para ampliar o acesso ao ensino superior, incluindo iniciativas de inclusão de estudantes de escolas públicas.
"O risco pro Fies são pessoas que são inspiradas na tesoura do Milei, quererem vir fazer os cortes na saúde e na educação e aí não tem perspectiva nenhuma para os estudantes", afirmou Padilha, em referência às propostas de Flávio Bolsonaro baseadas no argentino Javier Milei e à política de redução de gastos de seu governo.
O ministro defendeu a proteção dos recursos destinados às duas áreas para permitir a continuidade e a ampliação das políticas de acesso à educação.
Visita ao Hospital dos Servidores e vistoria de unidades móveis
As declarações foram feitas nesta quarta-feira (21), durante visita de Padilha ao Hospital Universitário dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro, para conhecer a ampliação da estrutura assistencial da unidade, que recebeu 21 novos leitos: nove na Unidade Pós-Operatória e 12 na enfermaria cirúrgica.
A agenda também incluiu a vistoria de 15 Unidades Móveis de Rua (UMRs) que atendem à população em situação de rua na capital fluminense. Os veículos oferecem suporte a consultas, vacinação, exames e outros cuidados pelo SUS.
Por Sputinik Brasil
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