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Israel planejou nova ofensiva em larga escala contra Irã, mas Trump barrou o plano, revela mídia
Operação visava instalações nucleares e usinas elétricas na tentativa de pressionar Teerã.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, busca retomar os ataques contra o Irã e instruiu seus militares a planejarem outra ofensiva no início de outubro, o que ameaça mergulhar a região, novamente, em uma guerra em grande escala, revelou uma mídia britânica.
Os bombardeios de vários dias deviam ter começado no fim de semana de 10 de outubro, visando golpear usinas elétricas, instalações nucleares e outros alvos, comunicaram três fontes familiarizadas com o assunto.
Apesar dessa preparação por parte de Israel, a missão acabou não indo adiante devido à oposição do presidente Donald Trump em reiniciar o conflito antes das eleições de meio de mandato dos EUA, marcadas para 3 de novembro.
Segundo as fontes, o eventual bombardeio superaria a intensidade da ofensiva conjunta lançada por ambos os países contra o Irã em fevereiro.
Além disso, essa operação poderia ter sido parte de uma tentativa de "pressionar o Irã" nas negociações e cabia ao presidente dos EUA decidir sobre o destino do plano. O objetivo de Washington seria forçar Teerã a concordar com os termos norte-americanos para um acordo sobre o estreito de Ormuz e o programa nuclear.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, viajou a Israel na segunda-feira (19) para manter conversas com Netanyahu e outras autoridades de alto escalão. Durante essa visita, os israelenses apresentaram alvos atualizados para atacar no Irã, comunicou uma das fontes.
Os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar contra o Irã em 28 de fevereiro. Em junho, Washington e Teerã assinaram um memorando de entendimento que prevê a cessação imediata das hostilidades em todas as frentes, inclusive no Líbano.
No entanto, na noite de 8 de julho, os Estados Unidos retomaram os ataques em larga escala contra o Irã, acusando-o de violar os termos dos acordos alcançados em relação ao estreito de Ormuz. Depois, o governo dos EUA sinalizou o fim do uso da força militar, mas continuou tomando medidas para estrangular o Irã economicamente por meio de sanções.
Por Sputinik Brasil
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