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FUP cobra agilidade da Petrobras com fim da escala 6x1 e igualdade para terceirizados

Mudança de jornada é defendida pela federação como avanço importante para os trabalhadores.

Estadao Conteudo 20/10/2026
FUP cobra agilidade da Petrobras com fim da escala 6x1 e igualdade para terceirizados
Foto: © Foto / Divulgação / Petrobras

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) cobrou nesta terça-feira, 20, agilidade da Petrobras na transição para a escala 5x2, após a sanção do fim da escala 6x1. A iniciativa ocorre em um contexto em que muitos trabalhadores cumprem 44 horas semanais, enquanto a nova referência passa a ser de 40 horas. A estatal montou um grupo de trabalho para definir o novo modelo, conforme antecipou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Para a FUP, a mudança de regra é um avanço que deve resultar em alterações efetivas, e a ação da estatal é fundamental para evitar que a reorganização das atividades se torne uma barreira ao novo modelo. A nova norma prevê dois dias de descanso semanal e exige negociação em regimes diferenciados. Uma das tarefas do grupo de trabalho da empresa será definir como as medidas serão aplicadas aos diferentes contratos e jornadas.

Segundo a FUP, a atenção deve se concentrar nos prestadores de serviço, contratados por centenas de empresas e alocados em áreas distintas, de plataformas marítimas a refinarias, com jornadas variadas.

Entre os cerca de 50 mil empregados próprios da Petrobras, o regime administrativo já adota 40 horas semanais, e nas áreas operacionais, as escalas são definidas em acordos coletivos. A federação defende que a redução da jornada e a ampliação do descanso também alcancem os terceirizados, considerados essenciais para a operação.

A coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, afirmou em nota que "o fim da escala 6x1 e a redução da jornada sem redução salarial são fundamentais para melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora", e sustentou que a empresa deve adequar contratos para incluir os prestadores de serviço.

"Não podemos aceitar que milhares de profissionais que são fundamentais para o funcionamento da companhia fiquem para trás. A luta por melhores condições de trabalho é também a luta pelo direito de viver com dignidade", disse a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira. "A FUP pressiona por igualdade de tratamento a todos os trabalhadores", acrescentou.