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Seca cresce no Nordeste e Norte e 75% do território nacional registra o fenômeno, mostra ANA

Atualização do Monitor de Secas revela aumento da área afetada.

Estadao Conteudo 20/10/2026
Seca cresce no Nordeste e Norte e 75% do território nacional registra o fenômeno, mostra ANA
Seca cresce no Nordeste e Norte e 75% do território nacional registra o fenômeno, mostra ANA - Foto: Imagem gerada por inteligência artificial — ilustração; não é fotografia do fato.

Entre agosto e setembro, houve um aumento da área com registro de seca no Nordeste e Norte, resultando em um crescimento do percentual de território nacional afetado pelo fenômeno, que passou de 67% para 75%. Essa informação é confirmada pela última atualização do Monitor de Secas, divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

O número de Estados com aumento da área seca na comparação entre agosto e setembro chegou a 13: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. Dessas unidades da Federação, dez relataram que 100% do seu território estava em seca em setembro: Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Roraima, Sergipe e Tocantins.

O Amazonas é o Estado com a maior extensão de área afetada pela seca em setembro, superando 1,5 milhão de quilômetros quadrados, seguido pelo Pará (1,26 milhão de km²), Minas Gerais (579 mil km²), Bahia (542 mil km²) e Maranhão (332 mil km²).

Intensificação

No que diz respeito à gravidade do fenômeno, houve uma intensificação da seca nos Estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins.

A situação mais severa do fenômeno foi observada na região Nordeste, com seca grave em 28% da região em setembro, superando os 16% registrados em agosto. Considerando também graus menos intensos do fenômeno (fraco e moderado), o Nordeste possuía, no mês passado, 96% do território com registro de seca, acima dos 90% do mês anterior.

No Norte, o percentual de seca grave subiu de 4% para 8% entre agosto e setembro. Contabilizando os demais graus, o fenômeno passou a ser registrado em 94% da região, um aumento em relação aos 82% do mês anterior.

Abrandamento

Um cenário diferente foi observado no Centro-Sul do País, onde o fenômeno evoluiu em sentido oposto. No Centro-Oeste e Sudeste, a área afetada pela seca diminuiu. Já no Sul, que registrou elevados volumes de chuva nos últimos meses, acima da média histórica para o período, permaneceu livre de seca.

Em termos de severidade, houve um abrandamento da seca em seis Estados: Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo.

O fenômeno se manteve estável em termos de severidade no Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão e Mato Grosso.