Geral

União Europeia planeja monitorar navios russos e submarinos no Ártico, diz mídia

Novo centro de segurança marítima será parte da estratégia europeia na região

Sputnik Brasil 19/10/2026
União Europeia planeja monitorar navios russos e submarinos no Ártico, diz mídia
União Europeia planeja monitorar atividades no Ártico em resposta ao aumento da presença russa e chinesa. - Foto: © Sputnik / Vladimir Vyatkin

A União Europeia (UE) planeja criar um centro de segurança marítima para monitorar navios que transportam petróleo russo e a atividade de submarinos no Ártico, revelaram veículos de mídia britânicos nesta segunda-feira (19). Conforme a publicação, a iniciativa faz parte de uma nova estratégia para ampliar a presença militar europeia na região.

A expectativa é que a nova estratégia da UE para o Ártico seja apresentada na próxima quarta (21). Além do centro de monitoramento de navios e da atividade submarina, o documento do bloco prevê a criação de um sistema para monitorar e reparar cabos submarinos de comunicação em caso de sabotagem, além do desenvolvimento de portos e aeroportos adequados para o rápido deslocamento de tropas.

Bruxelas pretende destinar 260 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 trilhão) para o desenvolvimento de tecnologias militares para uso nas condições do Ártico. Entre os equipamentos previstos estão aeronaves capazes de operar em condições climáticas extremas e sistemas de detecção de longo alcance.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou à publicação que a União Europeia "precisa defender seus interesses de forma mais ativa no Ártico", região que, segundo ela, está se transformando em uma "linha de frente da rivalidade global entre potências".

Além disso, o bloco está preocupado com a ampliação das capacidades da Rússia e da China no Ártico, inclusive com a superioridade dos dois países em relação às nações ocidentais no número de quebra-gelos.

Os políticos europeus dedicam atenção especial à Rota Marítima do Norte, que vem se consolidando como uma alternativa para o transporte de cargas entre a Ásia e a Europa. "Eles [Moscou e Pequim] estão, na verdade, mapeando a região para entender quais oportunidades existem ali", afirmou Kallas.

A dirigente europeia também pediu que os países coordene suas ações com os Estados Unidos e o Canadá "para impedir que a Rota Marítima do Norte se transforme em um instrumento de restrição ao comércio internacional".

A Rússia rejeitou repetidamente as alegações de que pretende ameaçar os países europeus. Moscou ressalta que a Rota Marítima do Norte é uma importante via de transporte nacional e que o desenvolvimento da infraestrutura ártica e da frota de quebra-gelos tem como objetivo garantir a navegação e promover o aproveitamento econômico da região.


Por Sputinik Brasil