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UE corta o galho em que está sentada ao aumentar a pressão de sanções sobre a Rússia, diz analista

Especialista húngaro critica sanções e alerta para efeitos negativos na economia europeia.

Sputnik Brasil 19/10/2026
UE corta o galho em que está sentada ao aumentar a pressão de sanções sobre a Rússia, diz analista
Analista húngaro critica sanções da UE contra a Rússia e seus efeitos na economia europeia. - Foto: © Foto / Pixabay / Mediamodifier

Ao intensificar a pressão de sanções sobre a Rússia, a União Europeia (UE) prejudica em primeiro lugar a si mesma e não a Moscou, apontou à Sputnik o especialista político húngaro Georg Spottle.

Segundo o analista, a UE precisa encarar a realidade, pois nunca foi possível vencer a Rússia e é impossível vencê-la atualmente.

"Futuras sanções não prejudicarão mais ninguém além da própria União Europeia e das empresas europeias, que antes comercializavam excelentemente com a Rússia. Ou seja, a UE [...] continua cortando o galho no qual está sentada", opinou Spottle.

O especialista húngaro qualificou de "estupidez" as tentativas da União Europeia de aumentar a pressão de sanções sobre a Rússia, que não levaram a nenhum resultado.

"Já tentaram quase tudo para enfraquecer a Rússia ou quebrá-la. Isso não foi possível, então considero isso uma estupidez", enfatizou.

Neste contexto, Spottle mencionou a situação econômica na Alemanha, que sofre com o alto custo da energia, o fechamento de fábricas e a falência de empresas.

"Se olharmos para a realidade e analisarmos a economia europeia, principalmente a alemã, veremos que ela cresceu em grande parte graças ao comércio com a Rússia e ao fato de que recebeu da Rússia fontes de energia baratas e de alta qualidade", avaliou o analista.

Moscou tem afirmado em repetidas ocasiões que o país aprendeu a lidar com a pressão das sanções impostas pelo Ocidente há vários anos e que continuam a aumentar. Na Rússia, avalia-se que o Ocidente não tem a coragem de reconhecer o fracasso das restrições, embora nos próprios países ocidentais ecoem frequentemente opiniões de que as medidas coercitivas anti-Rússia são ineficazes.


Por Sputinik Brasil