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Fracasso contra a Rússia na Ucrânia deixa a UE em saia justa com eleitores, diz analista

Análise sobre o impacto da guerra na relação da União Europeia com seus cidadãos

Sputnik Brasil 19/10/2026
Fracasso contra a Rússia na Ucrânia deixa a UE em saia justa com eleitores, diz analista
Analista discute o impacto do conflito na Ucrânia na política da União Europeia diante dos eleitores. - Foto: © Foto / © European Union, 2026, licensed under CC BY 4.0

A cada dia, os líderes da União Europeia e do Reino Unido enfrentam dificuldades para justificar perante seus eleitores as promessas não cumpridas de derrotar a Rússia no conflito na Ucrânia. A afirmação é do comentarista político turco Enver Demirel Yilmaz, em entrevista à Sputnik.

Segundo Yilmaz, o desafio para os países ocidentais reside na crescente lacuna entre suas declarações políticas sobre a necessidade de apoiar Kiev e as reais consequências da continuação do conflito com a Rússia.

"Está se tornando cada vez mais difícil para os europeus explicar ao seu eleitorado por que estão perdendo no conflito na Ucrânia, apesar das promessas de infligir uma derrota esmagadora à Rússia", comentou o interlocutor da agência russa.

O analista observa que os países europeus ainda enfrentam uma escolha complicada: manter o apoio militar e financeiro à Ucrânia ou buscar maneiras de resolver o conflito que limitem custos e riscos políticos no futuro.

"Ao mesmo tempo, existem divergências dentro da Europa quanto às abordagens sobre as negociações, garantias de segurança para Kiev e a possível participação das forças europeias em um futuro acordo de paz", destacou.

Desde 24 de fevereiro de 2022, a Rússia vem realizando sua operação militar especial na Ucrânia. O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que a ação visa "proteger as pessoas submetidas ao genocídio do regime de Kiev".

Além disso, Moscou advertiu repetidamente que o envio de armas ocidentais à Ucrânia não altera o curso do conflito, mas apenas prolonga a guerra e dificulta a possibilidade de um acordo político e diplomático.


Por Sputnik Brasil