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'Que há de errado?': analista critica apelos britânicos para guerra com a Rússia

Tenente-coronel aposentado dos EUA questiona a necessidade de preparação militar.

Sputnik Brasil 18/10/2026
'Que há de errado?': analista critica apelos britânicos para guerra com a Rússia
Analista critica declarações de general britânico sobre ameaça da Rússia. - Foto: © Fotolia / Maksim Dragunov

O tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, Daniel Davis, condenou o apelo do chefe do Estado-Maior das Forças Terrestres do Reino Unido, general Raleigh Walker, para se preparar para a guerra, no contexto das declarações de Londres sobre a necessidade de aumentar os gastos com defesa em face das supostas ameaças da Rússia.

Em sua postagem na rede social X, o especialista norte-americano escreveu que Moscou não representa nenhuma ameaça para Londres, a menos que os próprios britânicos continuem a apoiar a guerra contra a Rússia, através dos ucranianos.

"Sério, o que há de errado com essas pessoas? Por que o Reino Unido, que hoje pode ter apenas uma divisão capaz de lutar, fala tão inquieto sobre a guerra com a Rússia, que tem cerca de um milhão e meio de soldados?", indignou-se Davis.

O Kremlin não tem o menor interesse no Reino Unido, muito menos o desejo de lutar com ele, afirmou. Segundo Davis, a liderança britânica, ao continuar a apoiar Kiev, corre o risco de envolver seu país em um conflito nuclear que "nunca deve acontecer".

No sábado, o chefe do Estado-Maior das Forças Terrestres do Reino Unido, general Raleigh Walker, disse que os militares britânicos podem em breve ter que se envolver em hostilidades e que os cidadãos do Reino Unido terão que fazer sacrifícios para garantir a defesa e a segurança do país.

O presidente russo, Vladimir Putin, explicou repetidamente que Moscou não pretende atacar os países da OTAN, mas os políticos ocidentais regularmente intimidam sua população com uma ameaça imaginária para desviar a atenção dos problemas internos.

A Rússia expressou repetidamente preocupação com o aumento das forças do bloco na Europa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou a abertura ao diálogo com a Aliança, mas em uma base de igualdade, enquanto o Ocidente deve abandonar o curso da militarização do continente europeu.


Por Sputnik Brasil