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Ato pró-Lula em SP ocorre sem apoio oficial do PT, e domingo de manifestações tem confronto no metrô

Divisão na esquerda e confrontos marcam atos pró e contra candidatos à presidência

Sputnik Brasil 18/10/2026
Ato pró-Lula em SP ocorre sem apoio oficial do PT, e domingo de manifestações tem confronto no metrô
Ato pró-Lula em SP ocorre sem apoio do PT, com confronto entre manifestantes no metrô. - Foto: © Sputnik / Maya Severino

Apoiadores do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizaram neste domingo (18) um ato no largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, sem o apoio oficial do partido.

A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, também realizava um ato na avenida Paulista, o que resultou em confrontos entre bolsonaristas e esquerdistas no metrô da capital.

Uma grande manifestação pró-Lula estava inicialmente marcada para o Vale do Anhangabaú, no centro, mas foi transferida devido ao alagamento do túnel que passa sob o local.

Os movimentos anunciaram a mudança para o largo da Batata e, posteriormente, cancelaram a mobilização, citando "questões relacionadas à segurança dos participantes" e "entraves burocráticos".

Apesar do cancelamento, a líder do movimento Fortes, Isadora Brizola, que foi candidata a deputada estadual pelo PDT, decidiu manter o ato. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, ela declarou: "Isso já estava reverberando em muitos lugares, não tinha como dar para trás". Isadora enfatizou que o objetivo era organizar a manifestação para que fosse pacífica e garantir o controle da situação.

A divisão na esquerda também se refletiu na União Nacional dos Estudantes (UNE). Conforme a coluna de Demétrio Vecchioli, no Metrópoles, a entidade chegou a reservar o largo da Batata, mas optou por não utilizá-lo, temendo atos de violência.

A UNE organizou eventos em bairros da periferia, como Grajaú (zona sul), Cachoeirinha (zona norte) e Itaquera (zona leste), com a intenção de realizar panfletagem e "virar votos". Uma militante próxima à campanha de Lula afirmou que o ato no largo da Batata "não é de iniciativa do PT nem da campanha".

Conflito

O acesso ao largo da Batata e à Paulista ocorre pela Linha 4-Amarela do metrô, o que aumentou o risco de um encontro entre os dois grupos. A Secretaria da Segurança Pública informou que a Polícia Militar montou uma operação especial para os atos, após duas reuniões com representantes do Metrô, da CET, da GCM e dos organizadores, para definir horários e normas.

No fim do dia, o temor se confirmou: bolsonaristas que deixavam a Paulista acabaram se encontrando com esquerdistas no metrô, resultando em brigas entre os grupos.

Imagens divulgadas na internet mostram bolsonaristas lotando estações aos gritos de "Fora PT". Na estação Trianon-Masp, na própria Paulista, um militante tentou subir na cobertura de uma das entradas e foi retirado por apoiadores de Flávio.

O segundo turno está agendado para 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio ficou a menos de dois pontos percentuais à frente de Lula, e as pesquisas indicam uma disputa apertada entre os dois.


Por Sputinik Brasil