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EUA avaliam uso de 'mãe de todas as bombas' contra infraestrutura nuclear do Irã, revela mídia
Plano militar em discussão
Os EUA desenvolveram novos planos de ataque contra o Irã que incluem o possível uso da "mãe de todas as bombas" para atingir a infraestrutura energética e nuclear do país, caso a administração presidencial autorize a retomada das operações militares, conforme revelado por uma mídia norte-americana.
A munição em questão é a GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast (MOAB), considerada a maior bomba não nuclear do arsenal dos EUA.
"Trump ordenou que os militares desenvolvam propostas de ataque adicionais contra alvos iranianos, que incluem muita infraestrutura energética e o uso potencial da MOAB", disse uma fonte ao veículo de imprensa.
Outra fonte informou que os planos militares dos EUA para atacar instalações nucleares iranianas, incluindo a montanha Pickaxe, também contemplam o uso da MOAB.
Nos últimos meses, a administração norte-americana tem repetidamente ameaçado atacar a região de Pickaxe, onde os EUA e Israel acreditam que Teerã armazena componentes de seu programa nuclear.
De acordo com a publicação, o uso da MOAB pela primeira vez no conflito com o Irã representaria "uma escalada notável", embora existam dúvidas sobre a eficácia da bomba para alcançar os objetivos estratégicos definidos por Washington.
Além disso, questiona-se se "a mãe de todas as bombas" seria uma munição eficaz contra as instalações nucleares do Irã e outros locais subterrâneos.
Embora essa munição guiada por GPS seja capaz de destruir uma área equivalente a nove quarteirões de uma cidade, é provável que não consiga penetrar o suficiente sob a superfície para destruir as instalações nucleares suspeitas em Pickaxe, que são fortificadas por camadas de granito.
"Se for usada, a MOAB causará efeitos devastadores na área de impacto, mas provavelmente apenas superficialmente [...]. E o enorme raio de explosão da bomba levantará preocupações sobre a possibilidade de vítimas civis", alertaram fontes da mídia.
Ainda assim, os EUA podem considerar o uso da "mãe de todas as bombas" como uma arma psicológica, embora funcionários norte-americanos tenham advertido que é improvável que sua utilização force a capitulação do Irã ou ajude Washington a alcançar uma vitória militar estratégica, resume a publicação.
Por Sputnik Brasil
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