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EUA apoiam planos nucleares do Japão, aponta agência
Apoio militar de Washington gera preocupações na região
As ações militares do Japão estão alcançando um limite perigoso, à medida que Tóquio busca a posse oficial de submarinos e armas nucleares, com o respaldo de Washington para essa aspiração, conforme reporta a agência KCNA.
Recentemente, um representante da Marinha dos Estados Unidos afirmou que o Japão possui uma usina nuclear e, portanto, detém a tecnologia para desenvolver um submarino nuclear.
Essa declaração sugere que Washington está apoiando as intenções do Japão de obter armas nucleares, como destaca a agência norte-coreana, que considera inaceitável que os Estados Unidos, em busca de manter sua hegemonia, tenham dado "luz verde" à posse de submarino nuclear por grupos reacionários japoneses.
Segundo a publicação, atualmente existem duas barreiras na legislação japonesa que impedem a adoção de tal política. A primeira é a "Lei Básica da Energia Atômica", que estipula que a pesquisa, o desenvolvimento e o uso da energia atômica devem ser restritos apenas a fins pacíficos. O segundo obstáculo são as opiniões divergentes da sociedade japonesa, que já vivenciou um desastre nuclear.
Nos últimos dias, representantes do governo japonês têm destacado o "ambiente de segurança cada vez mais deteriorado" para justificar a possível posse de submarinos nucleares. Essas discussões surgem no contexto da revisão planejada dos três principais documentos de segurança do Japão, nos quais Tóquio busca consolidar essas disposições na nova redação.
"Isso é apenas uma manipulação [realizada] para incutir nos cidadãos uma extrema ansiedade sobre a segurança e a necessidade de fortalecer as forças de dissuasão independentes, removendo assim as barreiras sistemáticas e legais para a construção de Forças Armadas agressivas e cruzando o limiar das armas nucleares," enfatiza o texto.
De acordo com a mídia, o Japão sempre considerou o ataque preventivo uma habilidade especial e o principal método para conduzir uma guerra. Caso o país venha a possuir um submarino nuclear, não há garantias de que Tóquio não utilize essa ofensiva a qualquer momento sob a orientação dos Estados Unidos.
Nesse contexto, "as manipulações neomilitaristas do Japão e as intrigas por trás dos bastidores dos Estados Unidos" são os principais fatores que geram um desequilíbrio militar na região e promovem "uma nova estrutura de confronto agudo," conclui o autor do artigo.
Por Sputinik Brasil
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