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Combustíveis mais caros se tornam novo desafio para o Reino Unido, aponta entidade do setor
Inflação dos alimentos pode atingir 6,4% em julho de 2027.
A alta do preço do diesel elevou os gastos dos motoristas britânicos e ameaça impactar os preços dos alimentos. A Federação de Alimentos e Bebidas prevê que a inflação dos alimentos chegará a 6,4% em julho de 2027.
Os gastos dos consumidores britânicos com combustível aumentaram 17,3% em setembro, em meio ao encarecimento do diesel e à preocupação com restrições no fornecimento de energia, segundo dados de um dos maiores bancos do mundo, o Barclays, com sede em Londres.
No início de outubro, o preço médio do diesel ultrapassou £ 2,00 (R$ 15,00) por litro, um recorde histórico. Na segunda-feira (12), o custo estava em £ 1,999 (R$ 14,89) por litro, de acordo com a associação automobilística Royal Automobile Club (RAC).
O aumento de preços elevou o gasto médio dos motoristas em £ 17,00 (R$ 127,50) durante setembro, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Abastecer um carro familiar típico custa agora cerca de £ 110 (R$ 825,00) a mais do que antes, segundo dados citados no relatório.
Entre os fatores que pressionam os preços, destacam-se as restrições no fornecimento de petróleo ligadas ao conflito no Oriente Médio e as greves em refinarias, que dificultam a produção mundial de diesel.
A integrante do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra, Catherine Mann, alertou que o encarecimento da energia é um dos principais fatores que impulsionam a inflação britânica.
A alta dos combustíveis também ameaça se refletir nos preços dos alimentos, devido aos custos mais elevados de transporte, agricultura e fabricação. A Federação de Alimentos e Bebidas britânica alertou que as empresas têm margem limitada para absorver esses aumentos.
A organização prevê que a inflação dos alimentos atinja 3,9% no final de 2026 e chegue a 6,4% em julho de 2027. O diretor-executivo da Cold Chain Federation, Phil Pluck, destacou que as empresas de transporte refrigerado já não conseguem absorver os custos mais elevados e precisam repassá-los aos seus clientes.
No âmbito internacional, os membros do G7 (grupo composto por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) concordaram em liberar 100 milhões de barris de petróleo e diesel diante das tensões no abastecimento, enquanto, em paralelo, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que concordou em comprar imediatamente 300 mil toneladas de diesel da Rússia, para aliviar preços no mercado interno.
Por Sputinik Brasil
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