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Análise: agro já serve de contrapeso a discurso de Flávio contra a China antes mesmo das eleições (parte 1)
Análise: agro já serve de contrapeso a discurso de Flávio contra a China antes mesmo das eleições (parte 1)
Nas eleições de 2018 e 2022, a direita bolsonarista teve como uma de suas bandeiras principais a crítica às relações do Brasil com países do Sul Global e iniciativas multilaterais como o BRICS. Os comentários miravam, sobretudo, a China.
Hoje, embora defenda fortemente um alinhamento automático e irrestrito com a Casa Branca, Flávio Bolsonaro (PL) e seus aliados evitam ataques diretos à China e a outros parceiros do Brasil do Sul Global.
O internacionalista Fernando Almeida lembra que, dentre as principais medidas propostas pelo governo Bolsonaro no campo internacional, estava o fim do comércio brasileiro com a China e a Argentina. No entanto, essa postura mudou à medida que o bolsonarismo foi entendendo o funcionamento do sistema internacional.
Ainda assim, as relações do Brasil com países do BRICS e do Mercosul foram postas de lado em prol de um discurso de alinhamento aos EUA, um movimento que preocupou o setor exportador.
Diante disso, ficou ao encargo da bancada do agronegócio administrar as ações do governo, o que também deve ocorrer em um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
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