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Bolsas de Nova York encerram em queda antes da divulgação do CPI

Setor bancário e tensões geopolíticas em foco

Estadao Conteudo 13/10/2026
Bolsas de Nova York encerram em queda antes da divulgação do CPI
Bolsas de Nova York encerram em queda antes da divulgação do CPI - Foto: Reprodução

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, 13, pressionadas pelo setor bancário após a divulgação de resultados corporativos de grandes bancos. Investidores também monitoraram as tensões geopolíticas antes da divulgação da inflação ao consumidor nos EUA. As ações da Johnson & Johnson estiveram em destaque entre os ativos que mais pressionaram o Dow Jones.

O Dow Jones caiu 0,35%, fechando em 51.670,99 pontos; o S&P 500 perdeu 0,02%, ficando em 7.805,61 pontos; e o Nasdaq teve uma baixa de 0,15%, encerrando em 27.204,38 pontos.

As ações da Johnson & Johnson caíram quase 6% após a empresa divulgar resultados abaixo do esperado de sua divisão de dispositivos médicos.

O Citigroup reverteu o sinal positivo da abertura e tombou mais de 5% nesta terça-feira. O banco superou as expectativas de lucro e receita no terceiro trimestre, mas viu um aumento nas provisões para perdas de crédito. Wells Fargo (-3,10%), JPMorgan (-0,86%) e Goldman Sachs (-0,23%) também registraram perdas.

As ações da Six Flags Entertainment Corporation despencaram 14,43% em meio a relatos de que a empresa fechou sete montanhas-russas nos EUA e Canadá, após um acidente fatal em uma de suas atrações.

Na ponta positiva, os papéis da Apple subiram 0,09% depois que a empresa oficialmente entrou no mercado de casas inteligentes, destacando o hub de controle de dispositivos HomeView.

O índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) deve subir 0,6% em setembro, ante aumento de 0,4% em agosto. Na taxa anual, a previsão é de aceleração a 3,6%, contra alta de 3,4% registrada um mês antes, segundo o Projeções Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado). As casas consultadas esperam que os altos preços de energia e alimentos puxem o CPI cheio este mês, mas que o núcleo continue moderado.

Em paralelo, o presidente do Federal Reserve (Fed) de Chicago, Austan Goolsbee, alertou que a pressão inflacionária gerada pelo avanço da inteligência artificial está se espalhando para setores sem ligação direta com a tecnologia, segundo o site Semafor. John Williams, de Nova York, disse esperar mais uma alta de juros ainda este ano, conforme informou a Bloomberg.