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Arábia Saudita ataca capital do Iêmen; houthis prometem retaliar

A escalada de tensões entre as partes envolve ataques aéreos e ameaças de represálias.

Sputnik Brasil 13/10/2026
Arábia Saudita ataca capital do Iêmen; houthis prometem retaliar
Ataque da Arábia Saudita à capital do Iêmen gera ameaças de retaliação pelos houthis. - Foto: © AP Photo / Osamah Abdulrahman

O grupo iemenita Ansar Allah, também conhecido como houthis, afirmou nesta terça-feira (13) que a Arábia Saudita atacou a capital do Iêmen, Sanaa, tendo como alvo um depósito de petróleo nos arredores da cidade.

De acordo com o canal de TV Al-Masirah, a coalizão liderada pela Arábia Saudita atacou o posto central da Companhia de Petróleo do Iêmen, em Sabah, e um depósito de combustível nos arredores de Sanaa.

A Arábia Saudita afirmou que a instalação bombardeada não possuía estoque de produtos petrolíferos e que o ataque não afetou as reservas de petróleo nem as cadeias de abastecimento.

Os houthis já haviam ameaçado uma resposta 'dura e dolorosa' a qualquer ataque a Sanaa, por meio do porta-voz Yahya Saree, que afirmou que os alvos poderiam incluir a sede da Saudi Aramco em Dhahran e uma refinaria de petróleo em Riad.

No sábado (10), os houthis atacaram com mísseis balísticos o Aeroporto Internacional Rei Khalid, localizado na capital da Arábia Saudita, deixando dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo a Autoridade Geral de Aviação Civil Saudita, além de instalações petrolíferas pertencentes à empresa saudita Aramco.

Os ataques dos houthis ocorrem em resposta à agressão de Riad, que vem bombardeando Sanaa nos últimos dias, capital do Iêmen.

A escalada entre Iémen e Arábia Saudita acirrou drasticamente nas últimas semanas, rompendo a trégua entre as partes, firmada em 2022. A tensão entre os países teve início em 2015, quando a Arábia Saudita interveio no Iêmen para reinstalar o governo apoiado por Riad e aliados, entre eles os Estados Unidos.

Porta de entrada sul para o mar Vermelho, o estreito tornou-se uma rota vital para o fornecimento de energia da Arábia Saudita e de outros países desde o início da guerra dos EUA com o Irã, em fevereiro, quando Teerã fechou o estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.

Embora uma ofensiva do governo, iniciada há uma semana com o objetivo de repelir os houthis, os tenha afastado da área mais próxima do estreito, o grupo permanece entrincheirado nas proximidades e conquistou territórios nos arredores da cidade de Taiz neste mês.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, disse a Mohammed bin Salman na terça-feira que Ancara apoiaria o reino, segundo a liderança turca.

A Turquia e o Paquistão assinaram um pacto de defesa mútua com a Arábia Saudita neste verão, embora a Turquia ainda precise ratificar o tratado no parlamento.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (13) que também conversou com Mohammed bin Salman e que os houthis estavam 'se comportando muito mal'. Trump cogitou pedir a Erdogan para que intervenha em apoio à Arábia Saudita.

Washington, o aliado mais forte da Arábia Saudita, não se envolveu diretamente no apoio militar aos sauditas contra os houthis.

O conflito no Iêmen foi retomado como um desdobramento da guerra mais ampla entre os EUA e o Irã, que começou com o ataque conjunto dos EUA e de Israel à República Islâmica em 28 de fevereiro.

O Irã, rival regional de longa data de Riad, ofereceu-se para mediar o conflito entre a Arábia Saudita e os houthis, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, no domingo (11).