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TSE determina que Flávio Bolsonaro apague vídeo enganoso sobre ato pró-Lula na Paulista

Ministro classifica conteúdo como manipulação prejudicial ao debate público

Sputnik Brasil 13/10/2026
TSE determina que Flávio Bolsonaro apague vídeo enganoso sobre ato pró-Lula na Paulista
TSE ordena remoção de vídeo enganoso que associava Lula a consumo de drogas na Paulista. - Foto: © AP Photo / Bruna Prado

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) remova de suas redes sociais um vídeo considerado enganoso sobre a manifestação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizada na Avenida Paulista no domingo (11).

Segundo a decisão do ministro Marco Aurélio Belizze, a publicação usava imagens sem relação com o ato para sugerir consumo de drogas por participantes do evento.

Belizze justificou que a montagem mescla fatos reais com situações que não ocorreram, caracterizando uma grave manipulação por descontextualização. Para o ministro, esse tipo de conteúdo prejudica o debate público ao apresentar uma narrativa falsa sobre acontecimentos políticos.

O vídeo mostra uma jovem de cabelo vermelho sentada no chão ao lado de outras duas pessoas em um local aberto, inalando um pó branco semelhante à cocaína. Contudo, verificações já indicaram que a gravação circulava na Internet antes mesmo da realização do ato pró-Lula na Paulista.

De acordo com apuração da mídia brasileira, consta dos autos do processo que o vídeo foi publicado originalmente no Chile. Antes da manifestação, ele também foi compartilhado por perfis estrangeiros nas redes sociais. Uma conta baseada na Argentina divulgou as imagens em 10 de outubro, véspera do evento, enquanto uma usuária chilena associou a jovem a um protesto pró-Palestina realizado em seu país.

A decisão do TSE deu prazo de 24 horas para que Flávio Bolsonaro, seu irmão, o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC), o empresário Pablo Marçal (PRTB) e o deputado federal eleito Rony Gabriel (Podemos-RS) remove todos os posts que utilizem as imagens da jovem. O ministro também ordenou que a Meta (dona do WhatsApp, Instagram e Facebook) retire do ar uma postagem semelhante do perfil Sociedade em Fatos e identifique os responsáveis pela página.

Belizze ressaltou que a decisão não impede críticas políticas à manifestação, mas estabelece que elas não podem ser baseadas em conteúdos manipulados ou fora de contexto, esclarecendo que opiniões e publicações sobre o ato são permitidas, desde que não apresentem o vídeo como um registro autêntico do evento.


Por Sputinik Brasil