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Forças Armadas do Iêmen confirmam ataques a aeroportos e instalações de petróleo e gás sauditas
Ofensivas são resposta a agressões sauditas ao Iêmen
Ataques foram anunciados como uma resposta às agressões sauditas ao país. Mais cedo, Arábia Saudita e aliados pediram a interrupção imediata das ofensivas iemenitas.
As Forças Armadas iemenitas afirmam, neste domingo (11), ter lançado novos ataques com mísseis e drones contra dois aeroportos na Arábia Saudita, localizados nas cidades de Riad e Dammam, além de instalações petrolíferas pertencentes à empresa saudita Aramco.
A informação foi divulgada em coletiva pelo porta-voz das Forças Armadas iemenitas, o brigadeiro-general Yahya Saree, que declarou que os ataques foram uma resposta à contínua agressão saudita contra o Iêmen.
Saree afirmou que, ao todo, foram realizados quatro ataques contra o território saudita nas últimas 24 horas, utilizando mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones.
O primeiro ataque teve como alvo o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad. A Autoridade Geral de Aviação Civil saudita (GACA) informou que o ataque contra o aeroporto deixou 309 feridos e 12 mortos.
Os segundo e terceiro ataques miraram instalações de gás e petróleo da Aramco, em Shaybah e Tanajib, ambos na Região da Província Oriental. Já o quarto ataque atingiu o Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam.
Na coletiva, Saree alertou empresas internacionais, acadêmicos, trabalhadores e turistas contra voos para aeroportos sauditas, afirmando que esses não estão seguros. No entanto, destacou que o alerta não se estende aos aeroportos e ao espaço aéreo das cidades sagradas de Meca e Medina.
Arábia Saudita e mais três países condenam ofensivas houthis
Arábia Saudita, Turquia, Paquistão e Egito divulgaram uma declaração conjunta condenando os ataques do movimento houthis contra o território saudita. Os quatro países exigiram a interrupção imediata das ofensivas.
O comunicado classificou as ações como uma escalada perigosa e reafirmou o direito da Arábia Saudita de adotar medidas para responder aos ataques.
A escalada entre Iêmen e Arábia Saudita se acirrou drasticamente nas últimas semanas, rompendo a trégua entre as partes firmada em 2022.
A tensão entre os países teve início em 2015, quando a Arábia Saudita interveio no Iêmen para reinstalar o governo apoiado por Riad e aliados, incluindo os Estados Unidos. A intervenção foi fortemente confrontada pelo movimento Ansar Allah, liderado pela etnia houthi iemenita.
Por Sputnik Brasil
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