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Ataque com míssil a aeroporto de Riad deixa 12 mortos e cerca de 50 feridos
Aeroporto Rei Khalid suspende operações após atentado
Um ataque com míssil ao aeroporto de Riad, capital da Arábia Saudita, resultou na morte de ao menos 12 pessoas e deixou cerca de 50 feridos, conforme noticiado pela imprensa internacional. O Aeroporto Rei Khalid suspendeu suas operações após o atentado, de acordo com as reportagens.
Segundo o Wall Street Journal, os terminais 3 e 4 do aeroporto foram atingidos diretamente por mísseis, ocasionando danos significativos à infraestrutura local.
Mais cedo, a Autoridade Geral de Aviação Civil informou que o aeroporto de Riad havia interrompido suas atividades em decorrência do ataque. O local foi temporariamente fechado enquanto se aguardava uma avaliação dos danos e uma inspeção de segurança das instalações.
Já no início do dia, a Reuters noticiou, citando uma testemunha ocular e fontes bem informadas, que uma forte explosão havia sido registrada na área.
As forças governamentais do Iêmen informaram, horas antes do ataque ao aeroporto de Riad, que mais de 1.150 combatentes do movimento Ansar Allah, também conhecido como houthis, foram "neutralizados" em mais de 1.900 ataques realizados em diversas frentes nas últimas 24 horas, à medida que os combates entre os dois lados se intensificavam.
Majed al-Nuzaili, porta-voz das forças governamentais, declarou em sua conta na plataforma de rede social X que as operações tiveram como alvo depósitos de armas, acampamentos militares, fortificações, posições de artilharia, concentrações de tropas e linhas de suprimento dos houthis em áreas leste, oeste e sudoeste, incluindo "alvos militares de alto valor" situados profundamente em regiões controladas pelo grupo.
Na segunda-feira (5), Turquia e Paquistão decidiram avançar para a implementação prática das obrigações de defesa coletiva previstas no Acordo de Defesa Conjunta de Meca, garantindo o envio rápido de forças e recursos militares à Arábia Saudita.
Os confrontos militares entre o Ansar Allah e o PLC, apoiado pela Arábia Saudita, foram retomados em meados de julho, após um período de quatro anos de calmaria. A escalada começou após um ataque do PLC à pista do aeroporto de Sanaa, quando um avião que transportava uma delegação do Ansar Allah tentava aterrissar vindo do funeral do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
Desde então, os houthis conseguiram tomar controle de toda a costa ocidental do mar Vermelho e de cidades próximas ao estreito de Bab al-Mandeb, além de se aproximarem da cidade de Taiz, um dos principais centros urbanos e estratégicos do Iêmen.
Por Sputnik Brasil
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