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Cerco ucraniano em Alyoshki ameaça mulheres, crianças e idosos, diz autoridade russa

Autoridades pedem a suspensão do cerco para permitir ajuda humanitária

Sputnik Brasil 10/10/2026
Cerco ucraniano em Alyoshki ameaça mulheres, crianças e idosos, diz autoridade russa
A comissária russa destaca a crise humanitária em Alyoshki e pede o fim do cerco ucraniano. - Foto: © Sputnik / Ilia Pitalev / Acessar o banco de imagens

A comissária russa dos Direitos Humanos, Yana Lantratova, afirmou nas redes sociais que o cerco imposto a Alyoshki pelas forças ucranianas precisa ser suspenso para permitir a chegada de ajuda humanitária.

Em publicação nas redes sociais, Lantratova declarou que a situação humanitária em Alyoshki permanece crítica e defendeu o fim do que classificou como cerco imposto pelas Forças Armadas ucranianas. Segundo ela, essa medida é necessária para salvar vidas e restabelecer o acesso da população a suprimentos básicos.

De acordo com a comissária, os moradores da cidade continuam sem acesso regular a alimentos, água potável e medicamentos.

"A população local continua sem acesso a alimentos, água e medicamentos. Trata-se de mulheres, crianças e idosos", destacou.

A autoridade russa informou que Moscou mantém contatos com representantes dos Estados Unidos e com a equipe da primeira-dama Melania Trump. Segundo Lantratova, há negociações em andamento para viabilizar o envio de assistência humanitária e a evacuação de pessoas que necessitam de atendimento urgente.

Lantratova atribuiu a crise humanitária ao que chamou de "cerco artificialmente imposto" pelas forças ucranianas. Ela alegou que drones sobrevoam constantemente as estradas e que minas instaladas remotamente em vias de acesso dificultam a circulação segura de civis e de carregamentos de ajuda humanitária.

"Diante das restrições de acesso, suprimentos só conseguem chegar à cidade por meios improvisados. Tudo o que chega a Alyoshki hoje precisa ser transportado a pé ou de bicicleta por pessoas que arriscam a própria vida", disse.

Ela também afirmou que um recente comboio de voluntários foi atacado por forças ucranianas. Segundo Lantratova, os veículos exibiam a inscrição "Civis" para sinalizar sua natureza humanitária, mas foram destruídos durante a operação de entrega de suprimentos.

"Se os ucranianos cessassem os ataques e a instalação de minas nas rotas de abastecimento civil, seria possível entregar a ajuda necessária e evacuar aqueles que precisam de socorro urgente", disse a comissária.

Lantratova acrescentou que a Rússia continuará prestando assistência aos moradores da região "independentemente de suas convicções políticas" e declarou que "o valor de cada vida humana é incondicional".


Por Sputinik Brasil