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Coronel e duas tenentes: quem são as vítimas da queda do avião da PM em Minas

Tragédia na aviação policial em Minas Gerais

Estadao Conteudo 09/10/2026
Coronel e duas tenentes: quem são as vítimas da queda do avião da PM em Minas
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Três militares morreram nesta sexta-feira, 9, na queda de um avião da corporação em Santana do Paraíso (região do Vale do Aço), nas proximidades do aeroporto de Ipatinga (MG). As causas do acidente aéreo ainda estão sendo investigadas.

Na aeronave estavam o tenente-coronel Luis Silvestre; a 1ª tenente Gabriela Emília; e a tenente Alice Almeida. Gabriela foi a primeira policial militar da corporação mineira a se formar piloto de aeronave de asa fixa e havia acabado de voltar de licença-maternidade.

Os três faziam parte do Comando de Aviação do Estado, equipe responsável por dar apoio a operações da PM, como transporte de órgãos, e deslocamento de tropas e autoridades.

Silvestre era instrutor de voo e tinha mais de 5 mil horas à frente de aeronaves. Com mais de 24 anos de experiência em segurança pública, dedicou 19 anos à aviação. Ele foi comandante do Esquadrão de Aviões do Comando de Aviação do Estado da PMMG, onde liderou equipes em missões estratégicas e coordenou treinamentos. Ele deixa a esposa e três filhos.

Alice Almeida, natural de Governador Valadares e criada em Caratinga, atuou por sete anos no Corpo de Bombeiros de Minas Gerais antes de se tornar tenente. Fascinada por aviões, começou a pilotar ao ingressar na Polícia Militar e ser aprovada no processo seletivo do Comando de Aviação do Estado.

Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, que entrou na corporação em 2017, se tornou oficial dois anos depois. Em Belo Horizonte, foi comandante de setor no 34º BPM e serviu no Comando Tático Móvel do 41º BPM. Em 2023, tornou-se a primeira mulher da PM mineira a pilotar uma aeronave de asa fixa, integrando o esquadrão de Asa Fixa da PMMG.

Gabriela, mãe de duas crianças, cursou Direito e escolheu a carreira de policial militar "pela nobreza" da profissão. O sonho de ser piloto parecia mais distante, mas acabou prestando um concurso interno e foi aprovada em todas as avaliações.

No dia anterior ao acidente, o Comando de Aviação do Estado publicou nas redes sociais uma mensagem dando boas-vindas a 1ª tenente, destacando seu retorno ao trabalho após licença-maternidade. "Ser mãe. Ser piloto. Ser policial militar. Três papéis, uma só mulher - e uma coragem que vai muito além do voo. Bem-vinda de volta, Tenente Emília!".

Investigações

O acidente aconteceu durante um voo de recheque de habilitação, procedimento padrão entre os pilotos da corporação. A aeronave partiu de Belo Horizonte às 15h16 e tinha como destino o aeroporto de Ipatinga, em Santana do Paraíso. Os Bombeiros foram acionados por volta das 16h15 para atender à queda.

O avião da PM, modelo King Air, havia passado por um processo de retrofitagem, que consiste em adaptá-lo para as atividades policiais. De acordo com a corporação, a aeronave estava com a manutenção em dia e as habilitações das vítimas também estavam regularizadas.

O acidente será investigado. A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informou que investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) foram acionados para realizar as primeiras apurações.