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Brasil está cercado e Escudo das Américas é 'esquema de dominação absoluta', diz Celso Amorim

Assessor da presidência critica influência dos EUA e defende soberania nacional.

Sputnik Brasil 09/10/2026
Brasil está cercado e Escudo das Américas é 'esquema de dominação absoluta', diz Celso Amorim
Celso Amorim critica cerco imposto pelos EUA através do Escudo das Américas. - Foto: © Foto / Sputnik Brasil / Leonardo Sobreira

Em entrevista ao canal Tutaméia TV, no YouTube, nesta sexta-feira (9), o assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou que o Brasil já vive um cerco imposto pelo Escudo das Américas, programa coordenado pelos Estados Unidos.

Ao canal, Amorim ressaltou a dificuldade do diálogo em relação à atual gestão dos Estados Unidos, se comparado a outros governos, como os liderados por George W. Bush ou Barack Obama.

No atual cenário, com a adesão da maioria dos vizinhos do Brasil ao Escudo das Américas, Amorim vê Brasília ameaçada por uma base sustentada em um argumento que considera falso: "tratar a questão do crime organizado como se fosse terrorismo internacional".

"Até a maneira de descrever o terrorismo das Américas, eles chamam de Foreign Terrorist Organization. Foreign porque é fora deles. Então, na realidade, é um esquema de dominação absoluta", destaca.

Perguntado sobre a possibilidade ou a realidade da interferência do governo Trump no processo eleitoral brasileiro, Amorim respondeu que há "uma influência real". Segundo o assessor, o tema da intromissão é sempre visto de maneira direta, mas existem outros elementos que configuram a ingerência norte-americana no pleito brasileiro, como o apoio de setores dentro e fora do governo dos EUA, ligados à extrema direita que "apoiam a extrema direita aqui".

Além disso, ele elencou também outros aspectos, como o tarifaço e a "instalação de um grupo de extrema-direita ligado ao vice-presidente norte-americano no Brasil, [...] sem falar na presença de parentes do candidato lá nos Estados Unidos diariamente, com acesso a vários órgãos do governo norte-americano", acrescenta.

Amorim defendeu, ainda, a ampliação da capacidade de defesa nacional, diretamente relacionada à preservação da soberania brasileira, e salientou: "nós não queremos intervenção de ninguém [...] O Brasil não é nem quintal, nem playground de ninguém".


Por Sputinik Brasil