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Febraban alerta que criminosos têm usado nome da entidade para aplicar golpes
Criminosos têm usado o nome da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para aplicar golpes financeiros na sociedade, alertou a entidade, em nota nesta sexta-feira (9). No comunicado, a Febraban lembra que é uma associação civil sem fins lucrativos, representativa de instituições financeiras, e não têm relacionamento direto com clientes do sistema bancária.
"A Febraban não contata pessoas físicas ou jurídicas por SMS, ligação telefônica, carta, e-mail, WhatsApp ou quaisquer redes sociais, para realização de procedimentos de segurança ou para a efetivação de operações financeiras. Trata-se de modalidade de golpe", disse o diretor de Serviços e Segurança da Febraban, Raphael Mielle.
Em um dos episódios identificados nesta semana, a logomarca da Febraban aparecia no perfil do WhatsApp de um criminoso, que enviava a mensagem "assunto urgente" denunciando uma falsa transação suspeita na conta corrente de um usuário. O esquema busca obter dados pessoais da vítima para realizar operações em nome da pessoa.
A entidade também vêm observando com recorrência o golpe do falso empréstimo, em que grupos criminosos criam páginas e perfil falsos na internet. Esses perfis se passam por instituições financeiras e oferecem crédito em condições vantajosas. Após o interessado preencher o cadastro, a liberação dos recursos é condiciona ao pagamento antecipado de taxas, impostos ou outros valores, sob a alegação de que a cobrança é prática normal no mercado ou exigência da Febraban.
Mielle orienta que consumidores desconfiem sempre que houver a exigência de pagamento antecipado para liberar empréstimos. "Cobranças de impostos, taxas de cadastro ou adiantamento de parcelas como condição para receber o crédito são sinais de golpe. A Febraban não oferece empréstimos nem cobra valores para sua liberação", alerta.
A Febraban também recomenda que, ao receber um contato suspeito, as pessoas interrompam a comunicação imediatamente, não forneça senhas, códigos ou dados pessoas, nem realize qualquer pagamento ou transferência.
O alerta surge em um momento em que o setor financeiro têm ampliado os esforços para lidar com o aumento na incidência de atividades fraudulentas, principalmente pelo celular. Como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, em reportagem recente, executivos da indústria já veem o País em uma "epidemia" de golpes.
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