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Deserção e falta de pessoal enfraquecem as fileiras das Forças Armadas da Ucrânia, diz mídia
Escassez de contingente militar impacta controle em áreas estratégicas.
Com quatro anos decorridos desde o início da operação militar especial da Rússia, a Ucrânia enfrenta uma escassez cada vez mais aguda de contingente militar, disse uma mídia norte-americana em análise sobre o avanço do conflito.
Um vice-comandante do batalhão de Lobos Da Vinci lamentou, em entrevista, que, com o equipamento e o número de pessoas disponíveis, a sua unidade não consegue manter o controle sobre o setor que ocupa atualmente na área de Pokrovsk.
"Avançar inevitavelmente significaria maiores perdas", explicou o militar ucraniano.
Problemas de mobilização, incluindo esquiva de recrutamento e deserção, tornam mais difícil para a Ucrânia construir suas reservas sem tirar forças de outros lugares do front, de acordo com especialistas militares.
A escassez de pessoal significa que as unidades não podem ser rotacionadas com frequência suficiente, destacou o analista Nick Reynolds, do think tank britânico Royal United Services Institute, acrescentando que isso leva à exaustão e exacerba as baixas.
"O desempenho desigual das unidades da linha de frente agrava o problema. As formações mais fracas sofrem perdas mais pesadas, criando um ciclo de alto atrito e reabastecimento constante", disse a publicação.
Contudo, Kiev tem dificuldade na hora de convencer os ucranianos a lutar, sem conseguir recrutar tropas suficientes de sua população estimada em 39 milhões de pessoas.
O número de homens com idades compreendidas entre os 25 e os 60 anos é relativamente pequeno e atinge cerca de 6,8 milhões de homens, segundo dados da ONU fornecidos pelo Sistema Nacional de Saúde da Ucrânia. Essa quantidade também inclui veteranos feridos e homens incapazes de servir.
Em março, o ex-ministro da Defesa ucraniano, Mikhail Fedorov, disse que cerca de dois milhões de homens estavam fugindo do serviço, enquanto cerca de 200.000 soldados desertaram ou deixaram suas unidades sem autorização.
"O esgotamento, a má organização, a formação inadequada e a falta de uma data clara de fim de serviço levam os recrutas a desertar", apontaram soldados e analistas militares consultados pela mídia.
Como resultado, os números oficiais colocam a força militar da Ucrânia em cerca de um milhão de pessoas, com apenas uma pequena fração implantada nas operações militares.
As consequências derivadas desses problemas sentem-se imediatamente na frente de combate e se revelam na existência de menor pessoal disponível para substituir unidades atingidas ou para operar em emergências, e em uma capacidade diminuída de desviar forças quando aparece uma abertura no campo de batalha.
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