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Com fim do bônus de Itaipu, energia elétrica foi principal impacto individual no IPCA

Índice subiu 0,82% em setembro, refletindo mudanças nas tarifas de energia.

Estadao Conteudo 09/10/2026
Com fim do bônus de Itaipu, energia elétrica foi principal impacto individual no IPCA
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O fim da incorporação do bônus de Itaipu às faturas emitidas em agosto contribuiu para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mudar de rota e subir 0,82% em setembro, 1,14 ponto porcentual acima da queda de 0,32% registrada em agosto. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva no mês, com a Habitação registrando a maior alta e impacto (2,31% e 0,35 p.p.), seguido de Transportes (0,89%) e Alimentação e bebidas (0,83%).

Com alta de 7,89% em setembro, a energia elétrica residencial representou o principal impacto individual para o IPCA no mês (0,32 p.p.). A energia elétrica fica dentro do grupo Habitação.

Além do fim do bônus de Itaipu, valor distribuído aos consumidores de eletricidade quando há saldo positivo na conta de comercialização da usina hidrelétrica controlada por Brasil e Paraguai, o IBGE destacou a continuidade da vigência da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.

O instituto também citou a incorporação de reajustes tarifários em Belém, desde 18 de setembro, e em São Luís, a partir de 28 de agosto. Já em Rio Branco e Fortaleza, as tarifas foram reduzidas em, respectivamente, 5,20% e 6,65%, a partir de 26 de agosto, em razão da incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).