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Inverno na UE corre risco de desabastecimento de gás recorde em 15 anos, prevê mídia

Reservas caem para o menor nível desde 2011

Sputnik Brasil 09/10/2026
Inverno na UE corre risco de desabastecimento de gás recorde em 15 anos, prevê mídia
A Europa enfrenta risco de desabastecimento de gás neste inverno, o mais crítico em 15 anos. - Foto: © Sputnik / Dmitry Lelschuk / Acessar o banco de imagens

A União Europeia (UE) corre o risco de enfrentar uma escassez de gás neste inverno, com as reservas caindo para seu nível mais baixo desde 2011, advertiu o Instituto de Economia da Energia e Análise Financeira (IEEFA, na sigla em inglês) no seu relatório compartilhado com uma mídia ocidental.

Neste inverno, a UE pode registrar um déficit geral de até 14 bilhões de metros cúbicos de gás natural, representando cerca de 7% da demanda do bloco, o suficiente para abastecer de dez milhões a 12 milhões de residências.

Hoje em dia, o gás é amplamente utilizado na Europa para aquecer edifícios, abastecer a indústria e gerar eletricidade. No entanto, os estoques da UE caíram para seu nível mais baixo para esta época do ano desde 2011, operando um pouco acima de 70%.

Em primeiro lugar, essa escassez e os preços altos devem-se à oferta global restrita por causa da guerra desencadeada pelos EUA e Israel no Oriente Médio.

Diante desse cenário, "a Europa tem opções limitadas de oferta se o próximo inverno for tão frio quanto o anterior", sugerem os analistas do think tank norte-americano.

Outra parte da pressão provém "da iminente proibição" em toda a UE de contratos de fornecimento de longo prazo para o gás natural liquefeito (GNL) russo, que deve entrar em vigor em janeiro de 2027.

Historicamente, o gás russo tem sido usado para compensar "as oscilações na demanda" durante o inverno, lembra o Instituto. De acordo com seu relatório, esse veto reduzirá as importações europeias em mais sete bilhões de metros cúbicos.

Como alternativa, a UE precisaria adquirir mais GNL dos EUA, mas, a preços atuais, importar os volumes perdidos custaria aos europeus um adicional de três bilhões de euros (R$ 16,8 bilhões), uns 12% a mais sobre o que o mesmo volume teria custado no ano passado, prevê a publicação.

Como consequência, se o bloco não conseguir encontrar fornecimentos adequados em outros lugares, esse déficit ameaça aumentar a perspectiva de um inverno de contas de energia em alta e medidas forçadas de economia, resumem os analistas.


Por Sputinik Brasil