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FBI apreende ferramentas usadas por hackers ligados à China
Operação visa desarticular grupo responsável por invasões cibernéticas
O FBI apreendeu ferramentas de varredura e de phishing usadas por um grupo de hackers que autoridades americanas associam ao governo chinês e que seria responsável por operações cibernéticas disruptivas nos Estados Unidos e no exterior, inclusive contra o setor de energia, universidades e infraestrutura crítica.
A apreensão, anunciada nesta quinta-feira (8) pelo FBI e pelo Departamento de Justiça, é o mais recente esforço das autoridades para atingir uma campanha de invasões conhecida no setor privado como Flax Typhoon.
Segundo os órgãos americanos, as ferramentas envolvidas - chamadas "Microscan" e "FishHub" - eram usadas para identificar alvos, aplicar golpes de phishing e invadir redes de organizações de infraestrutura crítica nos EUA e em outros países. O FBI afirmou que o "Microscan" foi usado, entre outros, contra uma empresa de energia não identificada nos EUA, aeroportos no Japão e na Polônia, universidades em Taiwan, uma organização internacional não governamental e empresas taiwanesas de infraestrutura crítica. Já o "FishHub" teria facilitado ataques de phishing que davam aos invasores acesso remoto às redes das vítimas.
As autoridades disseram que a operação tornou as ferramentas inoperantes, o que representaria um golpe para a capacidade do grupo.
"Nós buscamos remover a capacidade desses atores. Miramos a infraestrutura, o dinheiro e as ferramentas", afirmou Jason Bilnoski, diretor-assistente adjunto da Divisão Cibernética do FBI, em entrevista à Associated Press.
De acordo com o FBI, as ferramentas eram operadas por uma empresa chinesa de segurança da informação chamada Integrity Technology Group, que mantém contratos com o governo chinês. O FBI considera a empresa como a verdadeira identidade por trás do Flax Typhoon.
Em setembro de 2024, o FBI anunciou ter interrompido uma botnet de grande escala associada ao Flax Typhoon, que havia instalado software malicioso em mais de 200 mil dispositivos de consumo, como câmeras, gravadores de vídeo e roteadores domésticos e corporativos, para formar uma rede usada em crimes cibernéticos, como roubo de informações sensíveis. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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