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Petróleo fecha em alta de 4% com ataques no Oriente Médio, apesar de falas de Trump
Alta nos preços é influenciada pela escalada de conflitos e pela temporada de furacões.
A matéria publicada anteriormente apresentava os valores de fechamento e cotação dos contratos do WTI e Brent invertidos. Segue a versão corrigida.
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta superior a 4% nesta quinta-feira, 8, devido à intensificação de ataques no Oriente Médio, que ameaçam a infraestrutura de produção da commodity na região. As ofensivas superaram as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reafirmou não ter intenção de retomar os bombardeios a Teerã antes da eleição de meio de mandato. Ao mesmo tempo, a temporada de furacões no Golfo do México está em curso, o que representa uma nova ameaça ao suprimento.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 4,07% (US$ 4,08), a US$ 104,28 o barril.
Por sua vez, o petróleo WTI para novembro subiu 3,64% (US$ 3,21), a US$ 91,49 o barril na Nymex.
O porta-voz militar dos Houthis do Iêmen, brigadeiro-general Yahya Saree, declarou que o grupo atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, capital da Arábia Saudita, com um míssil balístico. O ataque causou danos e interrompeu o tráfego aéreo no aeroporto saudita, segundo os Houthis. Na quarta-feira, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que um navio-tanque foi atingido por múltiplos projéteis no Golfo Pérsico, ao norte do Catar, com relatos de vítimas.
Trump afirmou que o país está tendo "discussões produtivas" com o Irã e que não atacará Teerã antes das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, também garantiu que o processo de negociação com Washington ainda está em andamento e que mensagens estão sendo trocadas por meio de mediadores.
O primeiro furacão da temporada no Oceano Atlântico, batizado como Isaías, avança em direção ao Golfo do México e já está causando transtornos em áreas da Flórida. Plataformas de produção de petróleo e gás no Golfo já interromperam as suas operações, afetando cerca de 25% da produção local.
A Capital Economics observa que a disparada nos preços dos derivados de petróleo ampliou o impacto inflacionário do choque energético deste ano, elevando a inflação dos combustíveis para além dos níveis sugeridos apenas pelos preços do petróleo bruto. Apesar de se esperar que essas pressões diminuam com o reequilíbrio dos mercados de petróleo e a normalização das margens de refino, os riscos indicam uma inflação mais alta por um período mais longo.
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