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Carlos Jordy: voto no PL foi resposta ao STF e impeachment serão prioridades
Senador eleito pelo Rio defende a anistia de atos de 8 de Janeiro e critica Davi Alcolumbre.
Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, o senador eleito pelo Rio de Janeiro, Carlos Jordy, também afirmou que o PL não pretende negociar com Davi Alcolumbre e defendeu Rogério Marinho (PL-RN) para a Presidência do Senado.
O impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a anistia, ou até a anulação dos processos relacionados aos atos de 8 de Janeiro, serão as prioridades do PL no início da próxima legislatura, segundo Jordy.
"O PL tem como prioridade, já no início do próximo ano, a questão do impeachment do ministro Alexandre de Moraes. É necessário que nós resgatem a credibilidade das nossas instituições. Isso não é uma questão de vingança pessoal, mas são flagrantes os crimes que foram cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes. Isso será, sim, uma prioridade, porque a opinião pública também enxerga dessa forma", afirmou Jordy.
Sobre os eventos de 8 de Janeiro, o senador eleito disse que, em sua avaliação, os atos não configuraram uma tentativa de golpe.
"Nós buscamos aprovar a anistia, porque não foi uma tentativa de golpe, foi uma baderna generalizada. E sinceramente nem sei se é o caso de anistia, mas o caso de anulação do processo, que é eivado de vícios", declarou.
Parlamentar diz que expressiva votação do PL foi resposta ao STF
O PL elegeu 121 deputados federais e 19 dos 54 novos senadores escolhidos em 2026. Com isso, vai chegar a 2027 com 28 senadores, tornando-se a maior bancada partidária tanto na Câmara quanto no Senado.
Para Jordy, o resultado das urnas deve ser interpretado como uma reação à atuação do Supremo. O senador afirmou que a Corte passou a exercer um papel político que ultrapassa as atribuições previstas pela Constituição.
"O verdadeiro presidente de fato do nosso país é o Alexandre de Moraes, que permite que Lula possa governar, já que não tem maioria no Senado e na Câmara, e que sempre recorre ao STF para desfazer questões aprovadas no Congresso Nacional", afirmou.
Jordy também classificou o STF como um "poder moderador" e relacionou o desempenho eleitoral do PL a uma reação a esse cenário.
"O STF se tornou um poder moderador, reivindicam para si o título de poder político, algo que é totalmente contrário à nossa Constituição. Por isso nós tivemos essa vitória acachapante", disse.
PL não pretende negociar com Alcolumbre
A disputa pela Presidência do Senado a partir de 2027 também foi um dos temas abordados na entrevista. Eleito senador pelo Rio com 3.912.405 votos, Jordy afirmou que o PL não pretende negociar com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para mantê-lo no comando do Senado.
Segundo o senador eleito, o próximo presidente da Casa precisa ter "comprometimento com a harmonia dos Poderes". Jordy disse ainda que o PL tem convicção de que poderá eleger seu candidato, indicando o senador Rogério Marinho (PL-RN) como "um ótimo nome" para o cargo.
"Não há qualquer possibilidade de arranjo, de acordo com Alcolumbre para que ele possa permanecer na cadeira de presidente do Congresso Nacional. Nós temos maioria hoje para indicar nosso candidato e temos plena convicção para aprovar o próximo presidente do Senado", afirmou.
As articulações para a sucessão de Alcolumbre já começaram, mas a eleição para o comando do Senado ocorrerá somente em 2027.
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