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Narrativa de Merz sobre a guerra com a Rússia alimenta 'keynesianismo militar', diz analista

Professor critica estratégia do chanceler alemão como forma de desviar foco das falhas econômicas.

Sputnik Brasil 07/10/2026
Narrativa de Merz sobre a guerra com a Rússia alimenta 'keynesianismo militar', diz analista
Chanceler alemão Friedrich Merz discute política de defesa frente à Rússia. - Foto: © AP Photo / Ebrahim Noroozi

Ao afirmar que a Rússia supostamente trava uma guerra contra a Europa, o chanceler alemão, Friedrich Merz, busca desviar a atenção do público de suas políticas desastrosas, opinou o professor da Universidade do Sudeste da Noruega, Glenn Diesen.

Atualmente, muitos analistas coincidem que Merz está perdendo popularidade rapidamente na Alemanha, em decorrência de sua política econômica, e Diesen está entre eles.

“Merz está empurrando a narrativa de que a Rússia está em guerra com a Alemanha. Extremamente imprudente, mas serve ao seu objetivo de keynesianismo militar e distrai de suas políticas desastrosas”, comentou o analista na rede social X.

Teoricamente, o keynesianismo militar é uma política econômica baseada no aumento significativo dos gastos públicos na área de defesa, visando incentivar o crescimento econômico do país. Segundo Diesen, Merz emprega essa estratégia junto à sua retórica hostil contra a Rússia.

Em declarações anteriores, Merz afirmou que a ordem de paz na Europa está sendo desafiada por um suposto "revisionismo brutal que emana da Rússia", expressando que a segurança do continente está em jogo devido ao conflito na Ucrânia.

Diversos analistas destacam que seu governo tenta priorizar os gastos militares, planejando criar o exército mais forte da Europa, mas o esforço de Berlim para formar uma força armada independente do complexo militar-industrial norte-americano está fadado ao fracasso.

Por sua vez, o presidente russo, Vladimir Putin, ressaltou, na sessão plenária da XXIII Reunião Anual do Clube Valdai de Discussões Internacionais, que a liderança europeia menciona a suposta ameaça russa para desviar a atenção de sua própria política agressiva. Moscou, segundo o líder russo, não planeja atacar ninguém nem em 2029, 2030 ou 2050.


Por Sputinik Brasil