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Igreja Ortodoxa atua como 'poder brando' que ajuda a resolver conflitos no Oriente Médio, diz professora

A presença da Igreja Ortodoxa é vista como um facilitador de diálogos culturais.

Sputnik Brasil 06/10/2026
Igreja Ortodoxa atua como 'poder brando' que ajuda a resolver conflitos no Oriente Médio, diz professora
A Igreja Ortodoxa busca mitigar conflitos no Oriente Médio com laços culturais e diálogos inter-religiosos. - Foto: © Foto / Representação do Patriarca de toda a Rússia

À luz da atual tensão no Oriente Médio, a presença da Igreja Ortodoxa, inclusive por meio de delegações que visitam o Líbano, representa um prelúdio para conter conflitos políticos regionais ou ajudar a resolvê-los, opinou a professora, jornalista e escritora Baha Ibrahim, em entrevista à Sputnik.

A interlocutora da agência russa destacou que a Igreja russa não é uma nova força ativa na região, mas sim um "poder suave" que trabalha para fortalecer os laços culturais com muitos países da região.

"Dada a atual crise no Oriente Médio, a presença da Igreja, inclusive por meio de delegações que visitam o Líbano, parece ser uma forma de preparação para conter conflitos políticos e ajudar a resolvê-los ou mitigá-los", explicou.

Segundo a jornalista, a presença da Igreja Ortodoxa tem uma longa história que remonta ao século XIX, quando estabeleceu uma extensa rede de escolas onde estudavam milhares de alunos árabes. Posteriormente, eles traduziram várias obras-primas da literatura russa.

Baha Ibrahim avalia que os laços culturais "são mais eficazes" do que seus análogos políticos, por mais importantes que sejam, porque fortalecem as relações entre os povos e promovem a aproximação das religiões e seitas. Neste caso, isso é alcançado através dos esforços da Igreja Ortodoxa russa, que acabarão por beneficiar qualquer empreendimento político ou econômico no futuro, concluiu.

De 25 a 29 de setembro, uma delegação da Igreja Ortodoxa russa visitou o Líbano para se reunir, em Dimane, com o patriarca maronita e cardeal Béchara Boutros Rai, e com proeminentes funcionários libaneses.


Por Sputinik Brasil