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Lula: ausência de mais de 30 milhões de eleitores é 'responsabilidade nossa'
Presidente ressalta importância de entender razões da abstenção e busca por engajamento eleitoral.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizou uma reunião nesta segunda-feira (5) com apoiadores e declarou que a ausência de mais de 33 milhões de eleitores é "responsabilidade nossa".
Lula, que terminou o primeiro turno com 2,2 milhões de votos atrás de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que o momento exige compreensão sobre os motivos da expressiva abstenção, sem julgamentos, mas com "humildade".
"Não briguem com o eleitor. Não falem mal porque o eleitor não votou em vocês. [...] Temos que ter humildade", declarou Lula. "São 30 milhões de pessoas que não foram votar. O que aconteceu então com essas pessoas? Eles perderam o sentido de responsabilidade? Eles não foram convencidos? Eles não gostam dos candidatos? Porque, se fosse assim, teria surgido uma terceira via, e não surgiu terceira via. [...] Possivelmente tem uma causa, um desinteresse. E a responsabilidade é nossa, é devolver o interesse para ele de participar do processo eleitoral. É simples assim."
O presidente petista, que não participou de nenhum debate no primeiro turno, ressaltou que os eventos nas emissoras de televisão agora são de grande importância, representando uma oportunidade de confronto direto com Flávio, a quem classificou como "a cara do sistema".
"Ele [Flávio] é a cara do sistema. E nós não explicarmos isso para a sociedade é um grande defeito nosso. Porque aqui só tem um candidato que é o antissistema, que somos nós. Não tem outro candidato. Estamos carregando nas nossas costas uma coisa muito grave, que é a promiscuidade que se revelou no STF. [...] Nós precisamos fazer outra reforma. E precisamos definir qual é o papel da sociedade nessa reforma. Nós precisamos definir concretamente como é que a gente vai escolher o ministro da Suprema Corte."
Para buscar a virada no segundo turno, Lula afirmou que terá que dormir menos, participar de mais programas de rádio e tirar mais selfies, embora reconheça que o jeito que se acostumou a fazer política é no corpo a corpo proporcionado pelas ruas.
O presidente também criticou as atuais políticas públicas para o combate ao tráfico de drogas e outros crimes, reforçando seu desejo pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma da Segurança Pública, que visa aumentar a participação do governo federal em assuntos atualmente controlados pelos estados.
"O lugar que a segurança pública tem é proteger a segurança do cidadão trabalhador. Porque o bandido tem que ir para a cadeia e o território tem que ficar livre para a sociedade se manifestar. Nós não podemos continuar assistindo ao povo pagando pedágio para pegar o seu gás, o povo pagando pedágio para ter as políticas públicas que o Estado tem que dar."
Por Sputinik Brasil
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