Geral

Bolsas de NY fecham em alta com payroll reforçando manutenção de juros pelo Fed em outubro

Expectativas de estabilidade nas taxas de juros aumentam com relatório de empregos abaixo do esperado.

Estadao Conteudo 02/10/2026
Bolsas de NY fecham em alta com payroll reforçando manutenção de juros pelo Fed em outubro
Bolsas de NY - Foto: Reprodução-agência brasil

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, 2, após o relatório de emprego dos EUA, o payroll, de setembro vir bem abaixo do esperado e reforçar a expectativa de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed) este mês.

O Dow Jones subiu 0,49%, aos 51.177,44 pontos; o S&P 500 ganhou 0,74%, fechando em 7.722,93 pontos; e o Nasdaq avançou 1,19%, encerrando em 27.190,86 pontos. Na semana, o Dow Jones e o S&P 500 caíram 1,25% e 0,26%, respectivamente, enquanto o Nasdaq obteve um ganho de 0,45%.

Os índices operaram com ímpeto positivo durante todo o pregão desta sexta, refletindo o payroll abaixo do esperado na criação de empregos e a leve alta na taxa de desemprego. Além disso, os números de empregos dos dois meses anteriores foram revisados para baixo, incluindo um corte em julho.

As chances de que o Fed mantenha os juros inalterados em outubro se consolidaram, com a probabilidade em torno de 80%, segundo a ferramenta de monitoramento FedWatch, do CME Group. Ainda na política monetária, o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que considera que os dados mostram um mercado de trabalho estável, com a inflação excessivamente alta permanecendo como a prioridade do banco central.

Entre os destaques, a ON Semiconductor saltou 6% após fechar a compra da Synaptics por um valor menor do que o inicialmente anunciado. A Nvidia ganhou 1,34% e a empresa do setor de equipamentos para chips Teradyne subiu 8%.

Na ponta negativa, a Seagate Technology caiu 10,21% e a Western Digital despencou 10,22% após notícias de que a rival Toshiba planeja uma grande expansão na produção de discos rígidos. A Nike também cedeu mais de 3% após prever a continuidade da fraqueza nas vendas em seu balanço trimestral, principalmente devido a dificuldades na China.