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EUA pressionam Europa a liberar estoques de diesel e ameaçam limitar exportações

Medida visa conter alta global dos combustíveis antes das eleições nos EUA

Sputnik Brasil 01/10/2026
EUA pressionam Europa a liberar estoques de diesel e ameaçam limitar exportações
EUA avaliam restringir exportações de diesel e pressionam Europa por ação. - Foto: © telegram SputnikBrasil

O governo de Donald Trump pressionou Alemanha e França a liberar estoques emergenciais de diesel para conter a alta global dos combustíveis e alertou que pode restringir exportações norte-americanas do produto, segundo fontes.

De acordo com a mídia britânica, o governo dos EUA solicitou que os países europeus utilizem seus estoques emergenciais de diesel para ajudar a conter os preços globais do combustível. Segundo fontes ouvidas em condição de anonimato, Washington advertiu que pode até restringir exportações de diesel caso a oferta no mercado não seja ampliada.

A medida ocorre enquanto a Casa Branca avalia formas de reduzir os preços dos combustíveis no mercado interno antes das eleições legislativas de meio de mandato.

O tema elevou a pressão norte-americana sobre aliados europeus e aprofundou as discussões sobre segurança energética, um setor gravemente impactado pela guerra iniciada por EUA e Israel contra o Irã.

Diante desse cenário, a Comissão Europeia, junto a Alemanha, França, Itália, Irlanda e Reino Unido, realizou uma teleconferência para discutir a possível liberação de reservas de diesel. No entanto, autoridades dos EUA acreditam que alguns países europeus não cumpriram integralmente compromissos anteriores sobre a utilização de estoques emergenciais.

Conforme uma fonte europeia, Washington solicitou que a União Europeia (UE) disponibilize cerca de 120 milhões de barris de diesel ao longo dos próximos seis meses para aumentar a oferta global e diminuir os preços pagos pelos consumidores, um número que reflete no custo de vida, impacta diretamente a inflação e pode prejudicar o desempenho republicano nas eleições de novembro.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, atribuiu parte da pressão sobre o mercado às interrupções nas exportações de diesel provenientes do Oriente Médio e da China. Segundo ele, a combinação de diversas rupturas na cadeia de suprimento afetou a disponibilidade global do combustível.

Embora Alemanha e França tenham evitado comentar publicamente o tema, segundo apuração, o governo francês informou que a questão não foi discutida entre Emmanuel Macron e Trump durante o encontro realizado à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Ainda assim, Macron pretende reunir líderes do G7 (grupo composto por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) por videoconferência para debater a alta dos preços dos combustíveis, a oferta global de produtos refinados e possíveis ações coordenadas de liberação de reservas em conjunto com a Agência Internacional de Energia (AIE).

A preocupação europeia, por outro lado, é agravada pela crescente dependência de combustíveis dos Estados Unidos, especialmente após o bloqueio unilateral e deliberado às importações russas devido ao conflito ucraniano.


Por Sputinik Brasil