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Plano prevê dobrar oferta de energia até 2055 e ampliar participação de fontes renováveis no Brasil
Cenário apresenta forte crescimento da demanda e a predominância de fontes limpas.
O Brasil precisará aumentar significativamente sua geração e infraestrutura elétrica nas próximas três décadas para acompanhar o avanço da demanda, conforme aponta o Plano Nacional de Energia (PNE) 2055. O estudo indica que o consumo de eletricidade pode quadruplicar até 2055, enquanto a participação de fontes renováveis na oferta energética deve ultrapassar 80%.
Segundo o plano, até 99% da eletricidade produzida no país pode vir de fontes limpas em 2055, impulsionada pela expansão da geração eólica e solar. O PNE também projeta um forte aumento da demanda, que será estimulada pela expansão da atividade econômica e por novos usos da eletricidade, como o crescimento da frota de veículos elétricos.
O governo brasileiro prevê que, para atender ao crescimento da demanda, será necessário um robusto investimento na rede de transmissão, que deverá ser triplicada até 2055. O plano ainda sugere que a eficiência energética deve ajudar a reduzir a pressão sobre o sistema: as melhorias no uso da energia podem diminuir em mais de 25% o consumo final projetado para esse período.
No entanto, a transição proposta pelo governo não exclui o uso de fontes convencionais, já que o gás natural será utilizado para garantir segurança e flexibilidade ao sistema enquanto a geração renovável avança. Os biocombustíveis também terão espaço ampliado, com a possibilidade de a produção crescer até cinco vezes nas próximas três décadas.
Em 2025, as fontes renováveis representaram cerca de 50% da oferta interna de energia brasileira, enquanto a participação na matriz elétrica chegou a 86,8%, segundo o Balanço Energético Nacional 2026 da EPE.
Gás natural para data centers
No início de setembro, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu o uso de gás natural para atender à expansão dos data centers e afirmou que o Brasil precisa investir em inteligência artificial para não ficar para trás na corrida tecnológica.
Silveira também destacou que a demanda crescente por eletricidade nos data centers exige novas alternativas de geração. O ministro citou os Estados Unidos como exemplo e enfatizou que o Brasil deve aproveitar as condições regulatórias e energéticas criadas nos últimos anos para atrair investimentos no setor.
"Eu sou um defensor do gás natural, porque os Estados Unidos estão fazendo agora 6,5 gigas [gigawatts] de térmicas a gás natural para data centers. Nós temos todo o ambiente de produção e geração de energia, além do ambiente regulatório e legal, com a aprovação do Redata [Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter], para atrair grandes data centers para o Brasil — o que é fundamental para sermos protagonistas, inclusive na IA."
Por Sputinik Brasil
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