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Taxa de desemprego no Brasil é a menor para trimestre até agosto desde 2012, mostra IBGE

Dados indicam recuperação no mercado de trabalho com 5,3% de desocupação.

Estadao Conteudo 29/09/2026
Taxa de desemprego no Brasil é a menor para trimestre até agosto desde 2012, mostra IBGE
Taxa de desemprego no Brasil é a menor para trimestre até agosto desde 2012, mostra IBGE - Foto: Gabriel Moreira/ Arquivo Secom Maceió

A taxa de desemprego de 5,3% no trimestre de junho a agosto de 2026 é a menor para um trimestre encerrado em agosto desde 2012, ano em que começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O analista da pesquisa, William Kratochwill, observou que o trimestre costuma refletir um aumento na ocupação por fatores sazonais, como aumento nas contratações da indústria e do comércio. As exceções, explicou, foram o período da pandemia e da recessão (2014-2015).

Kratochwill acrescentou que o nível de desemprego encontra-se próximo ao menor nível de toda a série histórica do IBGE, o que faz com que as reduções sejam menores. A taxa de desocupação no trimestre de junho a agosto de 2026 caiu 0,3 ponto porcentual (p.p.) frente ao trimestre móvel encerrado em maio (5,6%) e recuou 0,3 p.p. ante igual trimestre de 2025 (5,6%).

"Não podemos falar em perda de fôlego porque a taxa está em ponto muito baixo, próximo ao recorde de todas as séries. As reduções tendem a ser menores porque estamos num limite para variações maiores que isso. Teria que haver um esforço muito grande da economia", disse ele.

O técnico também chamou atenção para o contingente da população desocupada. De junho a agosto, foram 5,8 milhões de pessoas nessa situação, a menor desde o trimestre encerrado em novembro de 2025 (5,6 milhões).

Segundo Kratochwill, isso mostra que o "grande motor" da taxa de desocupação foi o aumento das contratações e da entrada de pessoas no mercado de trabalho como empregadores ou trabalhadores por conta própria.

"Quando alguém entra no mercado, pode vir de três origens: da desocupação, de fora da força (os potenciais trabalhadores) ou já ingressar diretamente trabalhando. Neste trimestre, mais gente passou a trabalhar do que gente entrou na desocupação ou saiu para fora da força de trabalho", afirmou Kratochwill.