Geral
Dólar avança com alta do petróleo, juros nos EUA e eleições no Brasil no radar
Mercado atento a eventos que impactam a economia nacional e internacional
O dólar opera em alta nos mercados à vista e futuro na manhã desta segunda-feira, 28, acompanhando a valorização do petróleo, que reforça os temores com a inflação, além do avanço global da moeda americana e dos rendimentos dos Treasuries, diante de apostas de mais altas de juros pelo Federal Reserve.
Em semana de formação da taxa Ptax no câmbio, na quarta-feira, 30, e da reta final para o 1º turno da eleição presidencial no País, no domingo, dia 4, os investidores seguem atentos a pesquisas eleitorais que reforçam o quadro de empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro, e de olho na repercussão do fim das bets, anunciado na sexta-feira passada.
No boletim Focus, a projeção suavizada do IPCA em 12 meses subiu de 4,62% para 4,65%. Para 2026, a mediana passou de 4,92% para 4,99%, acima do teto da meta, enquanto a de 2027 avançou de 4,30% para 4,31%. A Selic no fim de 2026 segue projetada em 13,50%, e o dólar, em R$ 5,20.
O Banco Central informou também que o déficit em conta corrente somou US$ 5,055 bilhões em agosto e superou a mediana das estimativas (-US$ 4,9 bilhões). Em 2026 até agosto, o déficit chegou a US$ 43,512 bilhões. Em 12 meses até agosto, o déficit somou US$ 63,038 bilhões, equivalente a 2,47% do PIB.
Já a entrada líquida de Investimentos Diretos no País somou US$ 7,396 bilhões em agosto, acima da mediana, de US$ 6,950 bilhões, da pesquisa Projeções Broadcast. Em 2026 até agosto, alcançou US$ 64,414 bilhões e, em 12 meses, US$ 86,564 bilhões, equivalentes a 3,39% do PIB. O BC projeta IDP de US$ 75 bilhões em 2026.
Segundo a FGV, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas caiu 2,4 pontos em setembro em comparação a agosto, para 91,3 pontos. Esta foi a terceira queda mensal consecutiva do indicador. Em médias móveis trimestrais, o ICI caiu 2,9 pontos, a 94,1 pontos.
Na nova pesquisa BTG/Nexus, o senador Flávio Bolsonaro (PL) é rejeitado por 51% dos eleitores, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por 48%. No segundo turno, Lula tem 46% das intenções de voto, contra 44% de Flávio, em empate técnico pela margem de erro.
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