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Padilha aponta custo social de R$ 38,8 bilhões causado por apostas

Medidas contra os jogos online são anunciadas

Estadao Conteudo 25/09/2026
Padilha aponta custo social de R$ 38,8 bilhões causado por apostas
Alexandre Padilha, ministro da Saúde - Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira, 25, durante o anúncio da proibição da atuação de bets no Brasil, que o custo social causado por danos associados ao jogo online é de R$ 38,8 bilhões por ano.

"O custo social para o Brasil já é de R$ 38,8 bilhões anuais pelas apostas eletrônicas", disse Padilha. O ministro detalhou que R$ 17 bilhões são por mortes adicionais por suicídio, R$ 10,4 bilhões por perda de qualidade de vida associada à depressão e R$ 3 bilhões por tratamento médico relacionado à depressão.

Padilha classificou a proibição das bets como uma "medida corajosa", mas ressaltou que os efeitos na saúde não acabarão de imediato.

O ministro informou que a mortalidade por suicídio aumenta 15 vezes em pessoas que possuem ludopatia, o vício em apostas, devido à dificuldade financeira dos apostadores. Segundo ele, mais de 1,3 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão das bets, proporção que cresceu durante a Copa do Mundo, entre junho e julho.

"São mais de 1,3 milhão de brasileiros que já realizaram autoexclusão. Só durante a Copa do Mundo foi um terço desse número pela profusão de publicidade, mensagens e estímulo", afirmou o ministro.

Padilha também ressaltou que 160 mil pessoas acessaram o autoteste para depressão através do serviço digital do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro declarou que o SUS foi procurado por essas pessoas e que o governo irá oferecer uma "porta de saída".

"Temos os dados de pessoas que mais apostaram para oferecer acolhimento", finalizou o ministro.

Além disso, Padilha observou que as mulheres são as que mais procuram os serviços médicos, apesar de não serem o grupo que mais utiliza as apostas online. "São as que menos apostam, mas são as que mais procuram o nosso teleatendimento, consultas com psiquiatras, psicólogos, além dos serviços essenciais do SUS", declarou.