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Ouro fecha em alta, revertendo parte das perdas recentes, mas cai na semana

O ativo retoma valor em meio a oscilações de mercado

Estadao Conteudo 25/09/2026
Ouro fecha em alta, revertendo parte das perdas recentes, mas cai na semana
- Foto: © Foto / Domínio público / Michael Sutton

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta sexta-feira, 25, recuperando parte das perdas nos últimos dias, ocasionadas pelo avanço nos preços do petróleo e nos rendimentos dos Treasuries. Com a queda nas cotações do hidrocarboneto na sessão, o movimento foi, em algum nível, revertido, o que abriu espaço para a recuperação do metal, que voltou a ultrapassar o nível dos US$ 4.300 a onça-troy. Ainda assim, a semana termina com recuo para o ativo.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou com valorização de 0,54%, a US$ 4.321,2 por onça-troy. Na semana, a queda foi de 2,34%. A prata para dezembro avançou 1,25%, a US$ 67,14 por onça-troy, com desvalorização semanal de 3,48%.

Pressões adversas foram causadas por uma forte alta nos rendimentos dos Treasuries e, consequentemente, nas taxas de juros reais. O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos atingiu 5,2%, seu nível mais alto desde junho de 2007. Isso reflete expectativas crescentes de novos aumentos nas taxas de juros pelo Fed, após declarações recentes de várias autoridades da instituição enfatizando a necessidade de tais medidas”, aponta o Commerzbank. Como o ouro não rende juros, perde atratividade nesses momentos.

A alta dos rendimentos foi ainda mais impulsionada pela elevação dos preços do petróleo, decorrente da frustração das expectativas de uma solução diplomática para o conflito envolvendo o Irã. No entanto, o preço do ouro tem se mantido resiliente diante da mudança nas estimativas sobre as taxas de juros, conforme destaca o banco.

As expectativas do mercado para a taxa básica de juros do Fed ao final do ano estão significativamente mais altas do que em julho, quando o preço do ouro era negociado em torno da marca de US$ 4.000, lembra o Commerzbank.