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EUA estão perdendo para China nos mercados financeiros devido às guerras tarifárias, diz mídia

Superávit comercial da China com os EUA cresce significativamente

Sputnik Brasil 25/09/2026
EUA estão perdendo para China nos mercados financeiros devido às guerras tarifárias, diz mídia
Superávit comercial da China com os EUA cresce e impacta mercados financeiros. - Foto: © AP Photo/Mark Schiefelbein

Após o início das guerras tarifárias iniciadas por Washington, o superávit comercial da China com os EUA aumentou quase pela metade, escreve o jornal chinês South China Morning Post.

O jornal salienta que, nos mercados financeiros, os títulos do Tesouro norte-americano passaram a ser vistos como um ativo de risco, diferentemente dos títulos chineses.

"Fica claro qual país saiu mais fortalecido do choque tarifário. No mês passado, as exportações da China cresceram 25% em termos anuais, elevando o superávit comercial do país para US$ 119 bilhões [R$ 616,55 bilhões]. Com isso, o país está no caminho certo para superar o recorde do ano passado, que foi de US$ 1,2 trilhão [R$ 6,22 trilhões]", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, a China também possui sérias vantagens competitivas na área de inteligência artificial, incluindo energia elétrica barata e adoção ativa de tecnologias na economia.

Ao mesmo tempo, os mercados chineses demonstram resiliência: o yuan se valorizou e os rendimentos dos títulos públicos continuam baixos, apesar da política monetária flexível.

Conforme acrescenta o artigo, o grande superávit comercial e o crescimento das exportações fazem da China um ator-chave na economia global.

Além disso, é apontado que Pequim utiliza com sucesso os elementos de terras raras como instrumento de pressão política sobre Washington, demonstrando sua capacidade de influenciar processos globais, observa o texto.

Dessa forma, a reportagem conclui que, no contexto de instabilidade nos EUA, os ativos chineses têm se tornado cada vez mais atraentes para investidores em busca de diversificação.

Anteriormente, uma revista estadunidense escreveu que a era do domínio global incontestável dos EUA chegou ao fim e o país já não possui a mesma superioridade militar de 1991 — a guerra no Irã ilustra essa mudança.


Por Sputnik Brasil