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Insubstituível, água exige políticas de controle internacional para não virar chantagem diplomática

Desafios e estratégicas para a gestão hídrica no contexto geopolítico

Sputnik Brasil 24/09/2026
Insubstituível, água exige políticas de controle internacional para não virar chantagem diplomática
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Insubstituível, água exige políticas de controle internacional para não virar chantagem diplomática. O desenvolvimento de tecnologias para transpor o curso de rios e a construção de barragens alteraram a geografia de bacias hidrográficas. Quando feito com uma nascente de água estreitamente nacional, a discussão se limita àquele país. Porém, quando a obra impacta múltiplos Estados, a discussão pode escalar para uma questão existencial e, consequentemente, militar.

O internacionalista Bernardo Salgado conta que a água sempre foi um ativo estratégico. Nos dias de hoje, o recurso ganhou a atenção da academia, que desenvolve estudos geopolíticos acerca de disputas nesse campo. A legislação mundial sobre água, conhecida como Convenção da ONU sobre Cursos de Água Internacionais, segundo o especialista, tenta impedir que a posição favorável de um país em relação a um rio ou fonte de água doce seja convertida em uma soberania absoluta sobre o mesmo, estabelecendo uma relação equitativa de uso.

O professor de geopolítica Vinicius Modolo Teixeira acredita que uma entidade, "de maneira logicamente equilibrada, razoável e séria", é necessária para colocar em prática o bom senso. Ambos os especialistas ressaltaram, durante a entrevista, a abundância de água presente no Brasil, tendo destaque o Sistema Aquífero Grande Amazônia (SAGA) e o Aquífero Guarani. O país é a nação com a maior quantidade de água doce no mundo, com Rússia e Canadá completando o pódio.

"A segurança alimentar e a segurança hídrica têm que caminhar lado a lado, principalmente quando a gente fala de uma América do Sul, porque aqui nós temos os dois. O Brasil se apresenta como uma superpotência agrícola e como uma superpotência hídrica. Portanto, a gente tem aqui dois dos principais sustentáculos, duas das principais variáveis de poder do sistema internacional ao longo do século XXI", diz Salgado.

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